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Dibradoras #105 Skate

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SKATE NA VEIA!

Neste programa falamos de um esporte (sim, esporte!) que vem crescendo bastante, ganhando adeptas e que se tornou modalidade olímpica, fazendo parte do quadro esportivo dos Jogos de 2020, em Tóquio. O skate, modalidade praticada há tempos por homens, agora conta com a presença de mulheres que vem fazendo história, ganhando títulos e lutando por mais visibilidade e igualdade.

Batemos um papo com a jovem Pamela Rosa que apenas com 17 anos já conquistou duas medalhas de ouro em X-Games, uma das competições mais importantes da cena. A skatista compete na categoria street e começou a se aventurar no esporte bem cedo, aos oito anos de idade. “Um amigo ia na minha casa com o skate e fiquei com vontade de aprender. Depois de praticar, comecei a competir, mas não havia torneios por faixa etária. Acabava competindo com meninas bem mais velhas do que eu”, afirmou.

Pamela já é uma atleta profissional e conta com o apoio de seus patrocinadores para treinar e competir nos mais diversos campeonatos mundo afora. Conhecer a realidade do esporte em outros países também faz Pamela cravar que “não existe pista de skate adequada para treinar aqui no Brasil”.

Depois de bater um papo com uma jovem que já é realidade no skate, falamos com Karen Jonz, a pioneira da modalidade que hoje, mãe e aos 34 anos, segue se preparando para estar entre os nomes classificados para disputar uma Olimpíada.

Karen é tetracampeã mundial de skate e foi a primeira brasileira a conquistar o ouro feminino nos X-Games. Ela nos contou que começou a andar de skate com a idade mais avançada, aos 17 anos, e por muito tempo precisou competir com homens. “Não havia mulheres andando de skate quando eu comecei, mas hoje a realidade é outra”, nos contou.

Dividindo a carreira com os cuidados com a filha Sky de apenas dois anos, Karen segue na luta por premiações igualitárias nos torneios. “Acredito que os campeonatos precisam começar a oferecer prêmios maiores para mulheres para que o interesse aumente. Não dá mais para esperar que as mulheres apareçam para que o prêmio aumente. As últimas reivindicações não aconteceram por parte das skatistas, mas sim por manifestações públicas. As pessoas acharam injusto ver uma premiação diferente para homens e mulheres, então os torneios vão precisar se adequar a essa nova realidade”.

Já Pamela acredita ser muito difícil mudar esse cenário porque enxerga a modalidade masculina muito mais avançada em relação à feminina. “É algo que nunca vai mudar, infelizmente”.

Tá no ar!

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