Fronteiras Invisíveis do Futebol

Fronteiras Invisíveis do Futebol #79 Bolívia

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La Verde

Cruzamos a nossa maior fronteira terrestre, para visitar o primeiro país que derrotou a seleção brasileira nas Eliminatórias Sul-Americanas!

A história boliviana se confunde em muitos momentos com a peruana, seja durante a expansão incaica, o período colonial ou a Guerra do Pacífico (1879-83).

Por sinal, o conflito binacional contra o Chile, causou a perda do acesso ao mar pela Bolívia, que também cederia territórios para Brasil e Paraguai, após derrotas militares.

O atual Estado Plurinacional é fruto da mobilização das comunidades originárias, cujo ápice foi a eleição de Evo Morales, em 2006, primeiro presidente indígena a ocupar o Palacio Quemado!

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22 comentários em “Fronteiras Invisíveis do Futebol #79 Bolívia”

  • Gabriel Gonzalez disse:

    WENA WENA MATI E FILIPE!

    Muy buena esta serie sobre nuestra America!!

    Te falto el GUANACO Filipe! Que es da mesma familia da Llama, Vicuña e Alpaca (de onde são feitas os famosos gorros andinos, pelo que me falaram uma vez em Cuzco).

    Mauricio Baldivieso debutou com 12 anos de idade com a camisa 10 do Aurora, em um jogo conta La Paz. O técnico (ir)responsável foi seu pai, que tinha acabado de se aposentar no Aurora.(acho), no final dessa apertura foram mandados embora, Julio e Mauricio, sin pena ni gloria. Brutal patada recibio el cabro a los 5 minutos weon!

    Y se la region de Antofagasta fosse boliviana, teriam um excelente jogador… El niño maravilla Alexis Sanchez, nascido em Tocopilla, ciudad de la region de Antofagasta.

    Y un abrazo para mi Tio Nacho, que está más enojado que la chucha por que la U es colista, que quando la corte de Haya dicidio que Chile no tenia nenhuma obrigação em negociar uma salida, dijo la celebre frase: “Sabes porque los bolivianos no celebran el día de San Valentin, por que no tienen derecho aMar…”

  • Thomas Sankara disse:

    Opa , dia seguinte ao cair o podcast sobre a Bolívia na rede , o UOL publicou uma interessante notícia sobre uma comunidade religiosa que se isola na região ne Manitoba , na Bolívia , coisa rara na grande imprensa.

    Saudações Burkinenses !

  • Vitor Mori disse:

    Salve Filipe e Matias!

    Queria citar aqui alguns jogadores bolivianos com passagem um tanto quanto apagadas no Brasil. Em 2017 a Ponte Preta teve um atacante chamado Luís Alí que eu nem sei se chegou a entrar em campo. Já em 2010 o Cruzeiro contratou o Gilbert Alvarez, atacante terrivelmente cabeludo. Por fim atualmente o Goiás tem um lateral direito chamado Erwin Saavedra.

    Com relação a nomes de destaque, atualmente tem o Carlos Lampe, goleiro do Boca Juniors e que foi muito bem em 2017 contra o Brasil, parando Neymar. Outro momento que guardo com muito carinho sobre o futebol Boliviano era o razoável número de jogadores com sobrenome “vaca”. Nos meus momentos quinta série eu me divertia muito com o Galvão Bueno narrando esses nomes e torcia pra que alguma “Vaca” aplicasse o drible da vaca.

    É isso, grande abraço e excelente programa como sempre!

  • Cledson Henrique disse:

    Programa excelente, estava ansioso pelo Fronteiras chegar até a Bolívia, um país muito bonito e com grande história que nós brasileiros que somos vizinhos, não damos tanta atenção.
    Valeu dupla de ferro, vocês são minha companhia no trajeto de ida e volta da faculdade de Engenharia Elétrica. Abraços

  • David Onezio Moraes disse:

    Mesmo não sendo de Guajará ou Porto Velho, é muito legal ouvir sobre uma parte central da história do estado de Rondônia em um programa de alcance Mundial.
    E Matias eu pensei que palmeirense era o Filipe, como a Bolívia enfrentou o Brasil em 29 vezes, ganhou 5, empatou 4 e perdeu 22 VEZES, obviamente você considerou vitorias por fax do Brasil sobre a Bolívia.
    Ótimo programa.

  • Glauco Ércico disse:

    Fala Filipe, fala Matias, abraços de Foz do Iguaçu para os dois. Como curiosidade: o Marcelo Moreno já jogou nas seleções sub-18 e sub-20 do Brasil, sendo campeão da Copa Sendai de 2005, no Japão.

  • Renan Gabriel Luna disse:

    Mais um ótimo podcast!

    Eu achava que guano era exclusivamente excremento de morcego devido ao “documentário” Ace Ventura 2.

    Só gostaria de corrigir que o meia Thomaz não foi revelado pelo São Paulo, ele passou pelas categorias de base de Juventus, Corinthians e Internacional. O Thomaz rodou por vários clubes até chegar no Jorge Wilstermann, quando se destacou contra o Palmeiras e foi contratado pelo São Paulo, com quem ainda possui contrato.

  • Geovani Martins disse:

    Salve Matias, salve Filipe!

    Esse programa foi magnífico como de costume, sempre sendo a minha companhia no infernal trânsito de Florianópolis. Mas vou poupá-los de lisonjarias muito extensas, só quero fazer algumas observações:

    1. Vocês citaram a chegada do Club Bolívar às semifinais da Libertadores de 2014, mas vale citar também que o primeiro time boliviano a chegar nessa fase do torneio foi o Jorge Wilstermann em 1981, quando caiu em um triangular com Flamengo e Deportivo Cali (em que o Flamengo avançou à final e se sagrou campeão).

    2. Além disso, aproveitando a recente polêmica da Conmebol ter tentado proibir times de segunda divisão a disputarem a Libertadores, outra curiosidade sobre o Aviador é que o time é um dos poucos a ter disputado uma Libertadores estando na sua segunda divisão nacional, feito ocorrido em 2011 — os outros times a terem feito isso foram, respectivamente: Criciúma em 1993, Santo André em 2005, Paulista em 2006, Palmeiras em 2013 e Santiago Wanderers em 2018.
    E o mais curioso ainda é que o time conseguiu isso pois, em 2010, o Aviador foi campeão nacional (conseguindo a vaga pro torneio continental) mas acabou rebaixado mesmo assim, já que o Bolivianão utiliza o sistema de promedio e nem com o título o time conseguiu se salvar.

    3. E só mais uma curiosidade que alguns podem considerar clubista: O Jorge Wilstermann é também o primeiro time boliviano a ter marcado um gol enquanto a TV ainda mostrava o replay do gol anterior, o que ocorreu, para a não surpresa de muitos, em cima do Vasco (um dos poucos times capazes de sofrer isso). Foi na pré-Libertadores de 2018.

    https://www.youtube.com/watch?v=pXqVnKbw-8Q

    (E quero ressaltar que eu não considero esse comentário clubista pois sou torcedor do Figueirense e não tenho nada contra o Vasco).

    Valeu, forte abraço!

  • Pedro sinhori disse:

    Importante lembrar daquele documentário chamado “ace ventura 2 – um maluco na África”, em que no final você descobre que o objetivo dos caras maus era ter controle de uma reserva de guano (que no filme, se eu me lembro bem, era cocô de morcego). Continuem o bom trabalho. Abraços diretamente de Francisco Beltrão, megalópole do sudoeste do Paraná.

  • Ronald Fonseca disse:

    Sou ouvinte recente, comecei pelo xadrez verbal, até que um aluno (sou professor de História) me indicou o Fronteiras e passsei a consumir em escala industrial rs. Em algum momento gostaria de ouvir o argumento sobre termos um federalismo as avessas aqui no Brasil (tenho ideia de porquê, mas gostaria de ouvir os argumentos, já que ouvi o comentário algumas vezes). E também pedir um abraço para os ouvintes de Cachoeiras de Macacu, no interior do Estado do RJ.

    Um abraço

  • Eduardo Pandini (médico infectologista, Colatina-ES) disse:

    Olá Filipe e Matias! Parabéns pelo excelente podcast!

    Sobre os efeitos da coca no combate ao mal da altitude, de fato existem, são bem conhecidos e não são placebo. A coca é uma substância estimulante que age sobre a região do cérebro responsável pelo controle da respiração, aumentando a frequência respiratória em um ambiente com atmosfera rarefeita e evitando assim o acúmulo de gás carbônico no sangue e outros efeitos associados ao “soroche” ou mal da altitude. Outras substâncias estimulantes como a cafeína também têm efeito, mas a coca tem outras vantagens pois também corta a fome e a sede. Por outro lado, substâncias depressoras do sistema nervoso, como álcool, maconha e remédios para dormir, devem ser evitados na altitude justamente por dificultar a atividade do centro respiratório e piorar o mal da altitude.

    O Matias comentou sobre a grande comunidade boliviana em São Paulo, mas o que poucos sabem é que ela é vítima de uma grande tragédia humanitária, com muitos bolivianos trabalhando na indústria têxtil em regime de semi-escravidão, muitas vezes em locais insalubres com risco de proliferação de doenças como a tuberculose.

    Grande abraço, e continuem com o excelente trabalho!

  • Gabriel Narciso Pareja disse:

    Depois do Paraguay (morei na fronteira quase toda minha vida adulta), vem o Fronteiras da Bolívia (onde fui morar quando saí da fronteira com o PY)…
    Estou sentindo-me em casa! hehe

    Realmente, melhor lugar de batatas do mundo! Tem batata de tudo quanto é jeito azul e roxa! Segundo o INAF (a “Embrapa boliviana” são quase 1600 tipos diferentes de batatas.
    Mas quem for lá, não mistura álcool com folha de coca se não estiver bem acostumado! hehe

    Como trabalhava com Exportações Brasil-Bolívia passava meus dias entre Corumbá (a cidade onde o gás boliviano entra no Brasil) e Puerto Aguirre (a “capital portuária da Bolívia), morando nesta última. Puerto Aguirre tem hoje os principais portos fluviais da Bolívia, mas as embarcações têm que passar pelo Canal Tamengo (11km deste em território brasileiro) antes de chegar ao Rio Paraguai, ondem têm navegação livre. Então conheci VÁRIOS marinheiros bolivianos, e em toda repartição pública que consta a Bandeira Nacional e Whipala (símbolos máximos pátrios) também é normal ter a “Bandera del Mar de Bolívia”, oficialmente bandeira da marinha boliviana, na prática a bandeira pela retomada do acesso ao mar.

    Ao contrário do que disse o Filipe, a Bolívia tem, sim, uma saída fluvial soberana ao mar que o Brasil concedeu no tratado de Petrópolis, no Triângulo Dionisio Foianini. A localidade em questão chama-se Puerto Busch, fica à margem direita do Rio Paraguai. Ainda não é viável como porto comercial, apenas tem uma base militar, mas tem um grande investimento midiático do governo Evo Moralez dizendo há eras que será um grandioso porto, embora as cheias do pantanal tornam isso quase impossível.

    Sobre a Guerra do Chaco, que o Filipe disse que “o Paraguai venceu”, existem setores bolivianos que também clamam vitória, já que perderam a disputa pela maior parte do território, mas mantiveram a margem soberana do Rio Parguai e levaram os campos petroleiros (que eram reclamados pelo Paraguai). Também foi dito que o Paraguai levou um pedaço da Bolívia… O “Gran Chaco” era território que ambos os países reclamavam, então o Paraguai diz que a Bolívia levou um pedaço dele, a Bolívia diz que Paraguai levou um pedaço dela… Há mapas do fim do sec. XIX mostrando a área como terreno disputado. Na prática só acertaram a linha que define o que é de quem numa terra que antes era de ambos sem ser de ninguém.

    E quem for à Kantua, COMAM SALTENHA! Minha favorita é a de “pollo picante”, mas uma salteña boliviana autêntica nunca é ruim!

  • Tiago Rocha disse:

    Sobre Marinhas no meio do Continente, e longe do mar…
    O próprio Brasil mantém deste 1873 sua 6° Distrito Naval em Laudario-MS, justamente na fronteira com a Bolívia, e não se trata de um ponto de apoia a burocracia e capitania dos portos. E uma força relativamente completa, com agrupamentos de fuzileiros navais, Base Naval, e Flotilha própria.

    Fato curioso sobre a Flotilha que guarda a fronteira Brasil-Bolivia, e que ela e liderada pelo Monitor Parnaíba U 17, que detém o título de Navio de Guerra em atividade mais antigo do mundo, seu lançamento se deu em 1937, tendo inclusive participado de missões de escolta no Atlântico Sul em na Segunda Guerra Mundial

  • Luys Phelippe Gomes disse:

    Três perguntas em uma: Matias, você já foi em todos os países da América do Sul? Qual gostou mais? (se for o Uruguai terá que dizer outro) e a última, foi no estilo do filme ‘Diário de Motocicleta’?

  • José Carlos Junior disse:

    Sensacional os podcasts! Tá faltando Guiana, Suriname e Venezuela, né?! Digo, sobre os países da América do Sul, claro.
    No programa sobre o Paraguai eu senti falta de vocês falarem da Larissa Riquelme kkkkkkk. Brincadeiras à parte, gostei muito e ouvirei mais vezes porque o Fronteiras ajuda muito no preparo das minhas aulas. Obrigado, Matias e Filipe!

  • Excelente episódio, meus caros.

    Num comentário um episódio atrasado, venho citar que curiosamente no mesmo episódio em que meu comentário (sobre os Abecásios) foi lido, no caso o episódio sobre o Paraguai, o Filipe ainda falou sobre a minha cidade natal, Francisco Beltrão, ao citar o território paraguaio que atualmente é tupiniquim! Mais uma dessas e eu já poderia pedir música no programa, hahaha.

    Algumas curiosidades são que importamos o costume de tomar o tererê (acredito que o circunflexo seja um abrasileiramento) e comer a xipa (chipa?) paraguaia de vez em quando, que nada mais é do que um pão de queijo duro, mas com praticamente os mesmos ingredientes. Como não ficamos tão longe assim do Paraguai ou da Argentina, é costume ir para a fronteira para comprar itens mais baratos por lá. Vergonhosamente, no entanto, nunca visitei além da cidade fronteiriça com o Paraguai, erro que pretendo corrigir após voltar da Geórgia.

    Grande abraço, enxadristas!

  • Manoel Martins disse:

    Após mais de um ano, finalmente consegui escutar todos os programas. Gostei de todos, mas faço uma especial referência para os que falavam sobre regiões e/ou povos que não são países independentes, pois sou aficionado por saber mais sobre estes nacionalismos internos. A notar meu interesse pela cultura basca, ao qual me fez até aprender duas canções em euskara (basco): a linda e popular “txoria txori” e o hino do Athletic Club. Devo ser o único brasileiro que não tem ascendência basca louco o bastante para isso! rs

    No mais, sugiro um programa sobre a interessante questão dos Flandres, região citada brevemente no fronteiras sobre a Padânia. Parabéns pelo trabalho!

  • Leonardo Feitosa disse:

    Filipe e Matias, muito bom o programa!

    Queria complementar o comentário do Matias sobre a mina de prata em Potosi. Visitei lá com meu pai e alguns colegas seus, todos geógrafos, e ficamos realmente espantados com a insalubridade da mina. Ambiente horrível por dentro que causou náuseas e muito mal estar a todos depois do passeio. Minha complementação é que, segundo nos foi dito na visita, quando o conflito com os espanhois chegou a Potosi eles fecharam as saídas das minas e muitos indígenas morreram dentro e seus corpos nunca foram retirados. Fiquei bastante impressionado também pela ausência completa de vida dentro da mina (nem aranhas tinha), o que é um sinal da baixíssima qualidade do ambiente.

    Abraço!

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