Fronteiras Invisíveis do Futebol

Fronteiras Invisíveis do Futebol #83 Ceará

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Batemos um recorde com quatro convidados no podcast que desvenda a Geopolítica do Planeta Bola! Thiago Braga, historiador e torcedor do Vozão, nos acompanhou por todo o programa. Para balancear a rivalidade, outro membro do conselho editorial do Baião de Dois, Daniel Facó nos conta sobre a História do Fortaleza EC.

Ubiratan Leal, além de nos brindar com sua coluna “O Livro”, também participa do programa, assim como a mais querida professora de direito internacional da internet, Ana Luisa Demoraes Campos, que nos conta alguns causos do Ceará.

Por fim, os dois cabras de sempre, Filipe Figueiredo e Matias Pinto, contam um pouco da História do Ceará, desde seus sítios arqueológicos até a lei Maria da Penha, passando pelo seu povoamento, a fundação de fortes e fortalezas, a economia da região, conflitos, Padre Cícero, messianismo e muito mais da Terra da Luz!

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18 comentários em “Fronteiras Invisíveis do Futebol #83 Ceará”

  • Ronald Fonseca disse:

    Estava ouvindo mais este excelente programa. E me surgiu uma dúvida. Será que a separação de Ceará e Pernambuco assim como a divisão, teriam relação com o contexto das Revoltas Separatistas e da Conspiração dos Suassuna ? Acho que vale a indagação. Um forte abraço.

  • Sidney Dias dos Santos Pires disse:

    Fiquei duplamente feliz com esse episódio, primeiramente por falar do meu estado (ou meu país Ceará) e assim pude ter a melhor forma de ter feito fotos hoje para um projeto do curso de Agente de Informações Turísticas do Senac que estou cursando, e depois por no final do episódio ouvir o Filipe indicar o Capistrano de Abreu, meu conterrâneo, bem como Chico Anysio. Dei até um uhuuuuuu, aqui na hora que escutei. Só pra constar, a vaia cearense é composta pela letra i, ao invés da letra u, e num tom bem agudo. Aos curiosos basta uma busca no YouTube que verão um trecho do programa que fez o concurso. Sou professor de filosofia e fotógrafo profissional e sempre recomendo podcasts nas minhas aulas. Esse episódio entrou pra lista, um abraço a todos e continuem o belo trabalho.

  • André Salgado disse:

    Quero deixar aqui o ABSURDO de não citarem que o Ferroviário é o ÚNICO campeão cearense invicto em 1968!

    Foi um ótimo programa!

  • Luis Felipe Félix Filho disse:

    Já deixo a sugestão para fazer um Fronteiras sobre Sergipe, o menor, porém não menos importante estado da “Paraíba” (nas palavras do Inepto da República). Abraços de Aracaju

  • Lucas Conrado disse:

    Eu acho sotaque neutro um verdadeiro crime. Se a Ana Luisa Demoraes Campos não usar seu sotaque cearense no Xadrez Verbal eu não escuto mais o podcast!

  • Lucas Tavares de Figueiredo disse:

    Como sempre um excelente programa. Fazendo apenas alguns comentários sobre os temas trabalhados: a colonização do interior do Ceará iniciou devido a busca por locais de criação de gado através de expedições advindas de pernambuco especialmente. Nesse periodo da criação de gado, a cidade de Icó era um importante posto comercial para onde os rebanhos das regioes proximas eram reunidos e partiam para a negociação no litoral do nordeste. Sobre a produção de cana de açucar, até o inicio dos anos 2000 era bastante difundida na região do Cariri (sul do estado), destacando-se a cidade de Barbalha. Contudo, a produção veio a decair fortemente, ficando hoje restrita a pequenos engenhos da região, sendo que uma usina de processamento de cana existente nesse municipio encontra-se abandonada há alguns anos e parte das terras do entorno das instalações hoje são ocupadas por banana. Falando em Cariri, mais algumas observações: o chamado “triângulo Crajubar”, formado pelas cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha constitui um importante centro econômico na regiao (no estado, perdendo apenas para a capital Fortaleza). Ainda sobre a região, nela fica localizada a Chapada do Araripe, uma bacia sedimentar com cujo valor paleontológico é de relevância mundial. Agora falando do Icasa, cabe destacar um chamado “periodo de ouro” do clube com otimos resultados em competições regionais e nacionais, chegando a enfrentar no estádio Romeirão times como Vasco e Palmeiras.

  • Carlos Alexandre Rey Matias disse:

    Comecei a acompanhar o Fronteiras recentemente e estou viciado, aos poucos ouvindo os programas antigos. Em relação ao último sobre o Ceará, vale destacar o tradicional clube de futsal Sumov Atlético Clube, destaque nos anos 80 no então futebol de salão brasileiro. Inclusive, a sede da Confederação Brasileira de Futsal, fica em Fortaleza.
    Abraços,

  • Sou paulistano e leciono Contabilidade e Economia no Centro de Ensino Grau Técnico de Belo Horizonte e aproveito para mandar um abraço para a professora Jussara Rivero, cearense do Crato e professora de Português na mesma instituição. Parabéns pelo programa, em especial a participação espetacular da professora Ana Luiza Demoraes … Abraço a todos …

  • Nícolas Dib disse:

    Olá Filipe e Matias, beleza?
    Já deixei registrado em um comentário anterior o quanto gosto do podcast de vocês, mas sintam-se parabenizados novamente, sempre adoro todos os programas. Ainda mais os programas sobre os estados brasileiros, é sempre ótimo conhecer mais sobre o nosso país e sobre o futebol regional e seus clássicos locais.
    Senti falta da menção a cearenses famosos do médico Bezerra de Menezes, grande expoente e divulgador do espiritismo no Brasil.
    Abraços do único decacampeão brasileiro.

  • Aline Lima disse:

    Saudações queridos Matias e Filipe, aguardava ansiosa o dia que iam falar do “meu país Ceará”. Sou Aline Lima, historiadora, cearense e fã do Fronteiras e do Xadrez Verbal. Vocês fizeram uma pauta muito boa sobre nossa história, creio que pela formação que tiveram na graduação pouco tenham visto sobre nossa região. Então, parabéns pelo trabalho! Sobre a arqueologia, poderiam ter pedido ajuda a nós ouvintes. Eu teria indicado uns quatro arqueólogos para vocês, eles poderiam falar melhor sobre as pinturas rupestres, urnas funerárias – que são bem conhecidas no NE pela lenda das botijas e arqueologia histórica. Em virtude de muitos empreendimentos no litoral, nos últimos anos se teve um grande número de estudos na área de arqueologia litorânea.
    Meninos, como nós historiadores costumamos ser “chatos”, não vou fugir a regras e com base no que vocês apresentaram, enumerarei aqui alguns pontos que acho que merecem ser comentados. São eles:
    * Origem do nome Ceará – como vocês falaram existe muita controvérsia sobre o assunto e a definição do José de Alencar seria uma “licença poética”, temos estudos de intelectuais cearenses como Capistrano de Abreu, Paulino Nogueira, Thomas Pompeu, Raimundo Girão, que afirmam ser o termo de origem tupi, outros dizem ser cariri, que seria derivado de ceará-mirim, que remete a forma como os nativos chamavam o rio onde aportou os primeiros colonizadores, ou seria canto da jandaia, águas verdes ou mar verde, enfim, é realmente um termo cujo a epistemologia é desconhecida;
    • Sobre a capital ser Aquiraz e a fuga de sua população – está foi uma questão que por muito tempo gerou disputa política e no imaginário cearense. Aquiraz, fica a cerca de 35 km de Fortaleza e era onde ficava a casa do capitão-mor, enquanto Fortaleza tinha o pelourinho e a casa de câmara, assim teve início a disputa, que findou com “vitória” de Fortaleza devido a invasão dos indígenas;
    • Fortaleza como capital – no início do século XIX, a cidade não tinha comércio, população ou estrutura para ser uma capital, nosso porto foi, até a construção do Porto do Mucuripe, um local de ruim atracação, onde mercadorias e passageiros precisavam ir de jangada ou bote até certa distância da praia para poder embarcar. (Fato este, que contribui para a lenda da greve liderada pelo Dragão do Mar). Assim, nos tornamos capital, muito em virtude da “lábia” de nossa pequena elite e do fato da economia de cidades como Aracati está em declínio;
    • A seca de 1877 – foi bem legal a citação ao Celso Furtado, senti falta de ser citado a mudança de paradigma que ocorre a partir desta seca, pois o problema climático sempre nos afetou e deve permanecer assim (infelizmente, até piorar, como efeito do desequilíbrio do planeta). Sobre o que mudou, esta Seca é onde o problema climático torna-se problema social (para mais detalhes indico os historiadores Frederico de Castro Neves e Durval Muniz). Como dica cultural sobre esse tema tem o livro A fome de Rodolfo Teóphilo. Vale dizer também que foi neste período, aliado aos ganhos do algodão e ao apoio do Império, que tivemos a expansão da estrada de Ferro Fortaleza-Baturité e muitas obras públicas na cidade, por meio das “frentes de serviço”. Este formato de obra pública utilizava da mão de obra retirante, que trabalhava em troca de uma ração diária. Nesse período também temos início as estruturas do que tornou-se o DNOCS – Departamento de Obras Contra as Secas (oficialmente criado em 1909). Enfim, se eu não me controlar vou falar só sobre isso, trabalhei as relações de trabalho e a ideia de ciência para prover, no mestrado, sou meio a “louca das obras públicas” (rsrsrs).
    • Dragão do Mar – Sobre o processo abolicionista foi boa a explicação de vocês, colocaria apenas que o personagem Dragão do Mar ganha destaque somente no início do século XX, na busca por uma valorização da história do Ceará. Existe um ótimo trabalho da historiadora Patrícia Xavier, defendia na PUC-SP, que trata sobre a construção dessa memória.
    Uma correção, na pronuncia de Acarape, o “e” tem som de “i”, deve ser pra ajudar na nossa fala cantada 😉
    • Migração para a Amazônia – este fluxo migratório teve início por volta de 1846, nos idos da grande seca de 1877, esse fluxo já estava bem estabelecido e era constante, são muitas as embarcações que partiam para o norte e já se tinha alguns ricos comerciantes na região do alto Purus que eram cearenses e buscavam mão de obra no Ceará. Se tinha muitos alistadores de trabalhadores que eram conhecidos como Paroaras. Durante os períodos de estiagem, de fato, este fluxo aumentava, mas é bom lembrar que se fazia diante de uma estrutura cunhada desde de meados do século XIX.Sobre o alistamento no período de Guerra, cabe uma curiosidade, o representante do governo americano no Ceará era Herbert Johnson, o dono da empresa S.C. Johnson, que naquele período produzia produtos de limpeza a base de cera de carnaúba, comprada aqui. Filipe, você que gosta do tema das Grandes Guerras, talvez saiba me confirmar se é fato que a cera de carnaúba foi usada como impermeabilizante de armas e munições durante a II Guerra, motivo este que fez a cera custar cerca de 26 dólares o quilo.
    • Caldeirão do Beato José Lourenço – esta talvez seja minha maior critica, pois vocês trazem um relato, já questionado pela historiografia. De início acho que vale dizer que o terreno onde o Beato organizou a comunidade foi dado a ele pelo Padre Cícero – não lembro se vocês falaram isso. Sobre “o massacre”, existem fontes e relatos que indicam que a população foi expulsa do primeiro aglomerado e o “combate” a segunda formação da comunidade culminou na morte de pouquíssimas pessoas, sobre os aviões que teriam ajudado o corpo policial, se tem relatos da revoada de apenas um, que era usado pelo correio postal da região. Não estou aqui afirmado que não houve massacre, este não é meu tema de pesquisa, mas quero enfatizar que mesmo hoje existe uma forte disputa sobre o tema e que senti falta disso na fala de vocês;
    • Sobre o Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura e sua relação com o turismo – nos governos do PSDB (da redemocratização até 2006) a ideia do turismo esteve sim ligada diretamente a um equipamento cultural que mostrasse ao turista as “Admiráveis belezas do Ceará” (nome de uma exposição de longa duração que tinha lá no CDMAC), o sertão por meio da exposição “Vaqueiros”, nossos talentos nas artes plásticas, como Aldemir Martins, Sérvulo Esmeraldo. O que mudou? O turismo tornou-se quase que estritamente voltado para as praias fora da capital (os passeios bate e volta) e o comércio de souvenirs. A insegurança nos arredores do Centro Cultural, a falta de diálogo da gestão com os comerciantes e moradores do entorno, a falta de manutenção dos espaços, dentre vários outros motivos, fez do Dragão um espaço que ainda absorve uma gorda fatia do orçamento da Secretaria de Cultura do Estado, mas um espaço bem menos movimentado do que já foi, arisco dizer que passa a imagem de abandono;
    Estou quase acabando…
    • Personalidades Cearenses – gostaria de citar Frei Tito de Alencar, cearense que morreu em consequência das torturas sofridas durante a Ditadura Militar. Foi preso em 1968 por participar do Congresso Nacional da UNE e na prisão escreveu seu relato sobre as torturas que sofria e este documento tornou-se referência na luta pelos Direitos Humanos.
    • Sobre o Ferroviário – eu também ouço a parte do futebol! O Clube, por ser integrado a Associação dos Trabalhadores Ferroviários do Ceará teve até os anos de 1990, sua manutenção garantida, por meio da contribuição dos trabalhadores. Com o fim da Rede de Viação Cearense, que tornou-se Metrofor, o Clube passa a ter dificuldades de manutenção, o que acredito ter dificultado ele se manter competitivo. É muito bonita a paixão dos trabalhadores ferroviários pelo Clube e a relação do futebol com as lutas trabalhistas.
    Bom, falei foi muito. Vão desculpando se foi exagerado. Continuem fazendo este ótimo trabalho, vocês são responsáveis pelo meu vício em podcast. E como dizemos por aqui: um cherô pra vocês!

  • Olavo José Luiz Junior disse:

    Parabéns pelo trabalho de vocês! Gostei tanto da participação da Prof. Ana Luisa, que sugiro que em todo programa sobre estados brasileiros seja incluído um bloco com alguém da terra contando curiosidades e regionalismos. E coloquem nosso lindo e alviverde Paraná na pauta aí!

  • O Carnaval do RJ especificamente é bastante didático em apresentar de forma mais simples assuntos complexos no que tange à História. Pois bem, o ano de 1995 teve como campeã a Imperatriz Leopoldinense com o seguinte enredo: “Mais Vale um Jegue que me Carregue que um Camelo que me Derrube La no Ceará” onde conta a história real de árabes tentando emplacar o uso dos camelos no Ceará. No fim das contas, o jegue acabou sendo a solução para fazer o transporte de mercadorias.

    Há outros desfiles abordando o Ceará (União da Ilha 2019; Beija-Flor 2017;…) . Inclusive, quase tudo do podcast eu já sabia. Só a parte das curiosidades, eu não conhecia.

  • Ricardo André disse:

    Nada a ver com o tema, mas, quando possível podiam fazer um fronteiras sobre a Nicarágua, a revolução sandinista daria um excelente programa.

  • Vital Filho disse:

    Como vários outros episódios esse foi muito bom. Muito legal como baiano, ouvir sobre Ceará e se reconhecer mais ainda nordestino e acima de tudo brasileiro. A música de encerramento um espetáculo a parte. Como já foi dito q ainda esse ano sai um programa sobre a Alemanha oriental q seria minha sugestão, venho com outra fronteira europeia q muito
    me interessa, a Bélgica e sua fronteira entre Valônia e Flandres. Um abraço!!!

  • Lucas Mioto de Ariquemes/Rondônia disse:

    Mais um excelente programa, Matias e Filipe!

    Sobre a falta de amparo aos cearenses enviados à região Amazônica, de participação tão relevante na nossa história, interessante notar que a importância deles foi merecidamente reconhecida pela Constituição Federal, mais precisamente nos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias, que prevê em seu art. 54 o pagamento de pensão vitalícia de 02 salários mínimos e ainda, em decorrência da Emenda Constitucional 78/2014, a indenização de R$ 25.000,00 a esses seringueiros.

    Em quase toda região Amazônica, ainda hoje é mto comum ações previdenciárias relacionadas a essa temática.

    Abraço!

    Seguirei aguardando o Fronteiras sobre Rondônia, o único estado em que a capital não manda no futebol regional

  • Programa sensacional.

    Vivo no Ceará desde 2003 e consegui me tornar um cearense, absorvi a cultura e varias muganguices do estado. Queria fazer um apelo que o Ceará não é apenas belas praias, também existem outras regiões incríveis dentro do estado como as serras que não chegam nem perto daquela imagem de seca e tristeza apresentada na televisão.

    Um forte abraço e continuem com esse trabalho fantástico…

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