Fronteiras Invisíveis do Futebol

Fronteiras Invisíveis do Futebol #89 Alemanha Oriental

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Fomos até a antiga República Democrática Alemã, a RDA (ou DDR, em alemão), mais conhecida como Alemanha Oriental. Dos escombros da Segunda Guerra Mundial, passando pela zona de ocupação soviética, a formação do novo país, com a criação de uma nova identidade.

Também mostramos o poderio militar e a retomada econômica. E, claro, a construção do muro de Berlim e o maior aparato de vigilância interna do mundo. Tudo isso temperado com um pouco do futebol da região e como ficou o esporte após a reunificação. E a sempre magistral a coluna de Ubiratan Leal, o Livro, contando sobre o Berliner Dynamo, maior campeão da DDR Oberliga, o famigerado time da Stasi.

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16 comentários em “Fronteiras Invisíveis do Futebol #89 Alemanha Oriental”

  • RODRIGO SOUZA disse:

    Bom dia.
    Em 1997 o Cruzeiro contratou foi o Donizetti Pantera e não o Palhinha. O Palhinha já era do elenco.
    Bebeto, Gonçalves e Donizetti.

  • DARCIO DE CARVALHO VIEIRA disse:

    Me pego imaginando se as revoluções dos anos 80, o fim da URSS e a reunificação alemã estivessem ocorrido sob os olhos das redes sociais.

  • Lucas Conrado disse:

    Sobre o nome do campeonato da Alemanha Oriental, gostaria de relembrar uma fala do grande filósofo mexicano Don Ramon Valdez, mais conhecido por aqui como Seu Madruga. A Chiquinha perguntou pra ele qual era a diferença entre a Alemanha Ocidental para a Alemanha Oriental e ele disse que de um lado bebiam cerveja, do outro bebiam vodka.

    Portanto, fica a sugestão de batismo de Vodkão!

  • Lucca Piccirillo Duarte e Pimentel de Toledo disse:

    Esses dias apresentei um trabalho de Espanhol na faculdade, e por conta do programa de vocês, nosso grupo trouxe informações que nem mesmo a professora, e quem havia trabalhado em Cuba sabiam, e fomos o grupo mais elogiado.

    Fica aqui meu grande abraço e obrigado pra vocês dois!

  • Boa tarde companheiros!

    Na verdade a m… foi terem contrato o Bebeto, Gonçalves e o Donizete Pantera, o Palhinha já estava no Cruzeiro desde 1996 ele veio na troca volumosa daquele ano com o São Paulo.
    O Cruzeiro mandando para o tricolor paulista o Belletti e o Serginho, tendo o Cruzeiro recebido o próprio Palhinha mais Gilmar, Vítor, Donizete Oliveira e Aílton formando a base campeã da Liberta.
    O Palhinha saiu após da conquista para o Mallorca.
    O principal erro da contratação do 03 (malditos) citados acima foi derem deixado fora do mundial o Gottardo, zagueiro titular e capitão da equipe campeã.

  • Jonathas Marques disse:

    (Spoiler: ótimo programa)

    A menção ao suicídio de Robert Enke me fez lembrar de uma banda alemã (ocidental) que não ouço a algum tempo, Helloween, cujo baterista fundador Ingo Schwichtenberg cometeu suicídio também e utilizando do mesmo artifício. Perdido pelas wikipedias da vida (sim, tdah) encontrei duas citações do vocalista Andi Deris interessantes sobre o assunto:

    “[…]
    Numa entrevista posterior, ele aprofundou seu pensamento, explicando que ele não tinha vontade de seguir “o líder” e “as regras” como um “bom alemão”, mas sim seguir seus próprios sonhos. Ele também mencionou o alto número de alemães de sua geração que cometeram suicídio, o que ele atribui ao fato de eles não terem seguido seus sonhos.
    […]”

    e

    “[…] a nova geração nem sabe sobre todas aquelas coisas, sobre um sentimento que nós tivemos com toda a merda nuclear russa e estadunidense acontecendo e na verdade às vezes nós na Alemanha pensávamos que, OK, se algo acontecer nós desaparecemos do mapa de qualquer forma […]”

    Off-topic?: Acho que a música Eagle Fly Free (de 1988) parece falar sobre o desejo de uma reunificação das Alemanhas.

    Parabéns pelo ótimo trabalho como sempre <3

  • Reinaldo Silva disse:

    Sobre citação da dragões da real ela tem amizade com os ultras fortuna düsseldorf na Alemanha com direito faixas da ddr na Renânia do Norte-Vestfália
    Parabéns pelo programa

  • Daniel Muniz disse:

    O tema foi bem oportuno, comecei nesse mês uma carreira com o Chemnitzer FC, ex-Karl Marx Stadt, no Football Manager 2020 na expectativa de desbancar o Bayern. Até recriei o Ballack e ele voltou como dirigente do clube que o revelou.

    Infelizmente, na vida real, o clube vem tendo muitos problemas com torcedores de extrema-direita e até o capitão da última temporada foi demitido em agosto deste ano após envolvimento com um neonazi.

  • Sylvia Tamie disse:

    Liebe Genossen,
    parabéns pelo programa! Com certeza vou recomendá-lo aos meus alunos de alemão, assim como já recomendo o episódio sobre a França ultramarina para os meus alunos de francês. Mesmo tendo família dos dois lados do Muro, e dando aulas sobre o tema, ainda acabei aprendendo muito! Para a pronúncia dos nomes, até que não foi tão ruim, mas recomendo que em uma próxima vez vocês convidem a Juliana Ponzilacqua, do Mundo Freak.

    A ligação entre Berlim e a Alemanha Ocidental não era feita apenas por via aérea, mas também havia uma estrada murada e fortemente vigiada pela qual meu pai dirigiu em 1985, quando ele passou alguns meses na sede da empresa em que trabalhava.

    A família da minha mãe é do lado oriental, de Saxônia Anhalt. O primo dela vivia em Berlim, do lado oriental, mas ele e a mãe estavam com amigos no lado ocidental na noite em que o muro foi construído, e eles ficaram “presos” do lado de cá. Mas um outro tio dela, que vivia na cidade de Naumburg, acabou ficando no lado oriental. Quando o visitamos, nos anos 1990, ele dizia que tinha saudade do comunismo, que não se conformava com o “cada-um-por-si” do capitalismo. Mas ele já tinha quase 80 anos de idade quando o muro caiu e não deve ser fácil se adaptar a um sistema novo tão tarde na vida.

    Como o Filipe disse, a questão da “Ostalgie” tem muito de demagogia, sim, mas também de consumismo. A loja com os produtos do “homenzinho do semáforo” fica numa das maiores esquinas da avenida Unter den Linden, em Berlim, e hoje há uma rede de mercados especializada naqueles produtos que a gente vê em Adeus, Lênin!.

    Na parte futebolística, só faltou dizer qual foi o melhor meio-campista das duas Alemanhas e por que é o Michael Ballack. 🙂
    Abraços

    P.S.: Só para não perder o hábito, vou expressar o meu espanto porque o Filipe, esse discípulo de Aldo Rebelo, usou o anglicismo “piquenique”, quando em português existe a muito mais correta e sonora *convescote*.

  • Julio Maciel disse:

    Olá! Sou o Pulga de São Paulo.
    Poxa, na hora de nomear a liga alemã, vocês deviam ter invocado os espirito da quinta série. Fica a sugestão, para a liga: Bundão (Já que a atual é a Bundesliga).
    Abraço!

  • Tem uma história notável desse período, minha fonte é um vídeo entitulado “The football manager hunted by the Stasi” do canal “Tifo Football’, baseado no texto escrito por Raphael Honingstein (sim, o jornalista que fez a biografia do melhor técnico do mundo, Klopp). Já peço desculpas pelo comentário longo, mas peço que resumam e citem a fonte, VLW!
    Um técnico da parte Oriental em que Jörger Berger, que após se divorciar e se recusar a ser um informante da Stasi, passou a ser perseguido pela mesma e fugiu para a Alemanha Ocidental, onde tornou-se um famoso treinador, passando por times como Schalke e Eintracht Frankfurt, porém, acabou se afastando de seu filho de 9 anos, que ficou com a mãe no lado socialista. Com o ocorrido, o treinador, que foi considerado um desertor, só conseguia se comunicar com seu filho por telefone, em chamadas programadas em que mal podiam se comunicar, visto que a Stasi estava sempre ouvindo suas chamadas.
    A agência de espionagem o perseguiu de diversas maneiras, inclusive sendo possivelmente envenenado.
    Era usual que filhos dos considerados “traidores” sofriam preconceito, com seu filho não foi diferente.
    Berger filho, era um garoto talentoso que se destacava no futebol alemão, porém teve sua carreira muito prejudicada pelo regime devido a seu pai, a ponto de ser proibido de jogar pelas seleções de base, barrado de jogar por seu time local, Lokomotive Leipzig perante a um público de 80 mil torcedores antes de um confronto válido pelas eliminatórias da Copa, para que o nome de seu pai, um “traidor” não recebesse holofotes, até que acabou expulso do clube.
    Com a ajuda de um político, eles puderam finalmente se encontrar, mas foi só após a queda do muro que realmente se aproximaram, quando passaram a viver geograficamente mais próximos.

  • Carlos Ferreira disse:

    Muito bom o programa. Fiz meu doutorado na Alemanha: comecei na Alemanha Ocidental, onde cheguei em 1 de abril de 1990 e terminei na Alemanha reunificada em 1994. Estudei em Berlim, e pude acompanhar vários dos acontecimentos que o Filipe e o Matias relataram.

    Havia um enorme preconceito com relação ao pessoal da antiga DDR. Pude presenciar concursos para contratação de professores na universidade em que eles eram eliminados por terem sido membros do partido (não havia provas na época do envolvimento com a STASI). Vários assuntos em que a legislação das duas Alemanhas diferiam sempre foi adotado o da RFA.

    Minha experiência com pessoas da antiga DDR sempre foi excelente. Os alemães sempre foram muito fechados, mas os do leste eram mais simpáticos. Meus colegas alemães os chamavam de “caipiras”, e zombavam do seu modo de vida, vestir, etc.

    Foi muito legal lembrar destas coisas com seu programa. Parabéns!

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