Prato Feito

Prato Feito #Especial – Pra frente é que se toca bola

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Em 31/05/2020 a Rádio Globo de São Paulo entra para a história. Melhor pontuando, será apenas história. Um dos maiores prefixos do rádio brasileiro deixa de existir, conforme informou a empresa.


História do rádio, histórias da vida, histórias de muitos amigos.
Essa combinação fez parte do Prato Feito, um podcast autoral e despretensiosamente pessoal.

A primeira temporada do PF – ATENÇÃO, NÃO MISTURAR COM AQUELE CASO DE PF RUIM DE DIGERIR – foi ao ar entre maio e agosto de 2016. Dez episódios em que ouvi histórias, contei algumas, recebi amigos e, através deles, dividi paixões.


O rádio esteve lá. No primeiro e no último episódio. Tá tudo aí registrado, graças ao carinho e cuidado do amigo Leandro Iamin e graças a essa casa, pioneira em conteúdo de podcasts, chamada Central 3.

Sempre disse que o Prato Feito era um projeto em andamento. Que voltaria no momento certo, e com prazer em cada frase dita e gravada.
A hora chegou de um jeito, confesso, não programado. A vida mudou, o CEP virou ZIP, e o repórter virou narrador. Esse será um espaço pra contar algumas destas histórias.

Hoje vamos falar do fiu fiuuuuu dos 1100 da Rádio Globo.

Do Osmar Santos, de um rádio poderoso, de repórteres espalhados em todos os estádios. Daquele giro de manchetes maravilhoso (“no pique”, garotinho). A Rádio Globo foi minha porta de entrada no jornalismo esportivo.

Conviver ali por cinco anos com uma realidade absolutamente diferente daquela dos primeiros passos na Baixada Santista, mudou a minha vida.
Minha história é um grão de areia perto de outros nomes que ali empunharam o microfone, com aquela canopla quadrada branquinha e com a marca da Rádio Globo em azul.


Eles são meus convidados. Foram muito gentis em topar o convite e por alguns minutos contaram suas melhores lembranças nos tempos da Rua das Palmeiras, 315 – ali do lado do Arouche.

Porque não cabe a mim julgar.


Este conteúdo é uma homenagem. Uma ode àquela que foi, na minha opinião, a maior rádio de todas.

São duas horas de um programa que foi produzido e veiculado em partes na Nossa Rádio, a quem reitero o agradecimento pela liberdade editorial (onde já se viu uma emissora passar horas de sua programação falando de outra, tocando vinhetas e a plástica dela?). Aqui e viu e ouviu.

E você também vai ouvir.

Ah! Dividindo mais uma pergunta que eu e Leandro Iamin tivemos – seria melhor publicar em dois capítulos de uma hora, ou botamos no ar o conteúdo completo de uma só vez?

Decidi pela segunda opção. Assim você ouvirá no seu ritmo. Daquele que só um podcast pode entregar. Vou relacionar também todos os convidados e os tempos em que eles aparecem no episódio, caso você queira ir direto ao assunto.

*P.S – nenhum dos atuais integrantes da equipe foram convidados a participar, mesmo muitos deles sendo amigos pessoais que tenho. Mas entendi, e assim expliquei a eles que, falar do final da emissora, poderia ser indelicado, ou os colocaria em uma situação chata.

Este é o Prato Feito da vez.

No cardápio:

05’00: Alex Tseng – um apaixonado pela Rádio Globo. De ouvinte assíduo a conhecedor de seus talentos, ele conta o porque dela ser diferente.

13’00: Luiz Roberto De Múcio – voz consagrada da TV Globo. Um cara espetacular, e que, com sua generosidade, lembrou dos tempos de Rádio Globo, sua catapulta profissional.

26’00: Silvio Filho – ele não dorme no ponto. O Plantão Esportivo é uma autoridade. Era quem te informava primeiro o gol. Informação através de uma rede de contatos muito antes da internet.

30’00: Paulo Soares – o Amigão chegou! Quem ouviu, não se esquece. Dele, e dos tempos da Globo de Osmar Santos.

33’00: Marcio Bernardes – “leva o Ferrer para o hospital”. Frase que o sãopaulino que ouvia a conquista do primeiro Mundial de Clubes jamais esqueceu. Era a narração do Osmar, acionando um de seus grandes parceiros de transmissão.

37’00: Marcelo do Ó – CAÇAPA! A Rádio Globo fez ele ser o que é, um dos grandes narradores da atual geração. Na carreira, o sonho de narrar pela emissora chegou e ele nos emociona com a lembrança.

43’00: Neto – a transição gramado/microfone se dá na Rádio Globo. E o craque, de tantos gols narrados pela Rádio Globo, lembrou dos primeiros momentos da carreira como comentarista.

47’00: Zé Elias – também foi ali na Rua das Palmeiras que o “Zé da Fiel” aprendeu a traduzir em palavras a garra e determinação que tinha como volante. Seu depoimento também emociona, porque a Rádio Globo foi mais do que um emprego para o ex-jogador.

52’00: Gustavo Villani – de repórter a narrador, sua carreira e explosão tiveram a Rádio Globo como casa, como escola. Grandes memórias de um dos principais talentos da narração esportiva atual.

55’00: Ana Thais Matos – da última geração “raiz”, contratada para falar na Rádio Globo 1100. Formada para ser repórter, comunicadora de mão cheia hoje nos canais Globo de TV. Histórias de como se virar diante de um grande fato jornalístico no comando de uma grande emissora.

1:00’00: Maércio Ramos – o “Morcegão” viveu duas rádios Globo diferentes. Com um carisma único, ele lembra destas épocas.

1:06’00: Silva Junior – o furacão da narração. Velocidade e dicção perfeita para narrar um gol. Hoje na FOX, Silva se tornou uma marca quando chegou de Limeira na Rádio Globo de SP.

1:11’00: Osvaldo Pascoal – a carreira antes e depois da Rádio Globo. Assim como o rádio esportivo, como bem define o hoje comentarista da FOX.

1:14’00: Reinaldo Gottino – o jornalismo da Rádio Globo com o tradicional “O Globo No Ar”. Lembranças daquela que foi a voz mais jovem a apresentar o informativo da emissora.

1:20’00: Felipe Rocha – uma história deliciosa da Rádio Globo das comunidades, na recordação do “Globomóvel”.

1:26’00: Osmar Garraffa – uma geração de grandes repórteres de rádio conta a alegria da Rádio Globo na cobertura de Copa e dos clubes.

1:30’00: José Calil – outro que cresci ouvindo. Foram 13 anos de Rádio Globo, desta geração ímpar de repórteres.

1:34’00: Osvaldo Luís – o maior giro de repórteres. Tinha jogo, lá estava um microfone da Globo. Um exemplo deste giro e mais uma voz marcante da presença dos repórteres nos estádios.

1:40’00: um pouco da minha história e uma lembrança bem humorada de 2005 do hoje saudoso Valdir Espinosa: quando um brinco impediu um jogador reserva entrar em campo.

1:44’00: Marcio Spimpolo – a Rádio Globo estava no sangue, e os corredores da emissora eram como um quintal de casa.

1:47’00: Eduardo de Meneses – a Rádio Globo, o amor de mãe. Foi lá que ele nasceu para o mercado. E desenvolveu um jeito único de contar histórias, inclusive essa que ele dividiu com a gente.

1:51’00: Marcelo Bechler – o que significa ser integrante da Rádio Globo? A visão e o impacto do tamanho da emissora.

1:54’00: Natalie Gedra – a parte técnica e uma homenagem a um dos maiores produtores do rádio, personagens que por muito tempo fizeram a Rádio Globo ser quem ela era.

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