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SDT Na Bancada #21 Memória & Justiça

No final do mês passado, os clubes argentinos repudiaram em uníssono o aniversário do último golpe militar no país vizinho. Por aqui, silêncio na semana seguinte. Ou pior: o Flamengo, por exemplo, desautorizou uma homenagem de um coletivo de sócios a Stuart Angel, ex-atleta rubro-negro que foi preso, torturado e morto.

Afinal, por que vemos posições tão covardes em relação à Ditadura Militar e o desprezo aos direitos humanos no futebol brasileiro? Lembrando que o CRF também permitiu que o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) – aquele mesmo que destruiu uma placa em homenagem à Marielle Franco, outra flamenguista executada – participasse da comemoração da Taça Rio.

Nesta edição, tivemos as participações da jornalista Hildegard Angel – irmã de Stuart e filha de Zuzu, também assassinada pelos militares; do historiador Lucas Pedretti, ex-membro da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro; e da professora Lívia Magalhães (UFF), que trouxe outra mirada sobre o Mundial de 1978, além de recuperarmos um trecho da entrevista das Madres da Plaza de Mayo a jornalistas holandeses, às vésperas da Final daquele ano.

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O Som das Torcidas #145 Política

Voto Latino!

O futebol como espelho da sociedade reflete o processo democrático – e também a falta dele – como veremos em dez arquibancadas que se inspiram em jingles políticos, fazem campanha para candidatos ou protestam contra os governantes!

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Xadrez Verbal #148 Eleições no México

Nesta semana, recebemos novamente a professora Ana Luisa Demoraes Campos, que nos brinda com uma completa explicação sobre a condenação brasileira no caso Vladimir Herzog, na Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Passamos pelo Velho Continente, com as notícias dos temas de migração e direitos autorais, além de aspectos internos dos países: De Portugal até a Rússia, com destaque para os protestos na Polônia contra a interferência do executivo no judiciário do país.
De lá, voltamos para a América Latina, mais precisamente no México, onde Andrés Manuel López Obrador foi eleito presidente do país, com uma histórica votação e amplo apoio no congresso. Aproveitamos e recorremos o resto da vizinhança e tivemos a volta da coluna da professora Vivian Almeida.

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General, vamos falar de impunidade?

Quando um general como Villas Boas, comandante do Exército chantageia a Suprema Corte do País utilizando a bandeira contra a impunidade, é hora de perguntar o que o general tem a dizer sobre a impunidade aos torturadores da Ditadura Civil-Militar brasileira?

Este ano completa 45 anos do sequestro, tortura, estupro e assassinato brutal da menina Ana Lídia, de apenas 7 anos (foto). Em 1973, investigações apontaram a participação de filhos de políticos, traficantes, o sítio do vice-líder da Arena no Senado Federal e até o filho do Ministro da Justiça na época. O crime foi abafado pela polícia. Os arquivos foram destruídos. Sobre esta impunidade não me recordo do general falando absolutamente nada.

Da mesma forma, não me recordo do general Villas Boas falar sobre o sequestro, prisão e tortura de Samuel Dias de Oliveira, Luis Carlos Max do Nascimento, Zuleide Aparecida do Nascimento e Ernesto Carlos Dias do Nascimento. Todas elas crianças detidas pela Ditadura com idades entre 1 e 9 anos.

E sobre a tortura de Rosa Maria Barros dos Santos, no Recife? Rosa estava grávida. Foi brutalmente torturada por militares e induzida a abortar seu filho. Sua ginecologista ainda lhe disse que ela teve muita sorte por ter feito um aborto completo! Do contrário teria morrido. Também não lembro do general ter falado nada sobre a tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog na sede do Doi-Codi.

Desconfio que o comandante jamais irá condenar a impunidade destes casos.

Outro dia, o general Hamilton Mourão enfeitou de elogios o torturador e comandante do Doi-Codi, Carlos Alberto Brilhante Ustra. Em vez de uma reprimenda, o comandante do Exército achou melhor enfeitar o apologista de torturadores de elogios, mesmo sabendo que o artigo 287 do Código Penal brasileiro estabelece que é crime fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.

O general poderia falar sobre todos esses casos de impunidade. Mas não vai, porque não é a impunidade o que o general repudia. O que ele repudia é outra coisa. Uma coisa que começa com a D e termina com cracia.

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