Nesse último episódio da primeira temporada do Secos e Molhados, Caio Maia entrevista Felipe Recondo, fundador do Jota e um dos maiores especialistas em STF do Brasil, sobre STF, política e os novos modelos de negócio do jornalismo.
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Lado B do Rio #108 – Mário Magalhães sobre 2018
Os panelistas recebem novamente o jornalista e escritor Mário Magalhães, dessa vez, para falar sobre seu livro “Sobre lutas e lágrimas: Uma biografia de 2018”, que conta a história de um ano que vai demorar décadas para acabar. Também o macartismo à brasileira, o assassinato na família Floderlis e a cocaína na comitiva presidencial. Play!
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SDT Na Bancada #26 Copa América
Analisamos o contraste entre o vazio das Arenas e desinteresse do público brasileiro com a festa dos nossos hermanos, escalando uma seleção sudaca para debater o extra-campo do torneio continental mais longevo do Planeta Bola: além dos brazucas Gustavo Mehl e Matias Pinto, somaram conosco o argentino Nico Cabrera, o chileno Pablo Mardones, o colombiano Marco Valderrama, o peruano Ricardo Fernández e o uruguaio Sebastián Chittadini.
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Fronteiras Invisíveis do Futebol #81 Peru
La Blanquirroja
Cruzamos a última fronteira dos nossos vizinhos! Quer dizer, o último país filiado à CONMEBOL. Conhecemos o Peru, para um programa que despertou o espírito da 5ª Série em nós.
Desde a Antiguidade, passando pelo Tahuantinsuyo – conhecido como Império Inca – até a chegada dos espanhóis. Claro, com uma certa delimitação, já que já falamos bastante sobre o período incaico quando visitamos Bolívia, Chile e Equador.
O Vice-Reino do Peru também foi o último bastião realista espanhol na América, e você vai entender aqui o motivo. A partir da independência, relembramos os conflitos externos e internos, envolvendo a última guerra do continente e o Sendero Luminoso, respectivamente.
No mais, entramos na CANCHA, para falar dos seus clubes, ídolos e da Copa América conquistada no CARA OU COROA!
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Me REENCONTRAAAANDO com Fafá!
“ABANDONAAAADA POR VOCÊÊÊÊÊ”
Foi meio assim que a Fafá de Belém se apresentou para mim, nos discos que minha mãe ouvia. Não foi um começo muito auspicioso. Eu e meu irmão fazíamos versões com outros verbos, os mais rocambolescos possíveis, tipo “atarraxaaaada por vocêêêê” ou “esmigalhaaaaaadaa por vocêêêêê”. Antes disso, no começo dos anos 1990, eu até gostava de “Nuvem de Lágrimas”, que ela gravou com Chitãozinho e Xororó (gostava tanto que ela está logo depois de “Paradise City”, do Guns´n´Roses, numa das fitas cassete que gravávamos do rádio nessa época). Mas o fato é que de maneira geral a Fafá era para mim uma cantora brega, com tendências ao exagero na interpretação, e em cujo trabalho eu não tinha muita vontade de me aprofundar.
A junção de Fafá com Guns naquela fitinha de adolescente mostra um ecletismo musical que só é possível a quem está completamente despido de preconceitos. É algo que a gente tem quando é bem jovem, aí perde um pouco quando acha que é adulto e tem um monte de opiniões muito formadas e definitivas, e depois volta a ter quando fica um pouco mais velho. Não há uma idade muito exata para cada uma dessas fases, cada pessoa tem seu tempo e, bem, talvez nem todo mundo passe por todas as fases. Já há algum tempo eu tento não ter preconceito musical algum. Músicas bem produzidas e feitas para as massas tem seu momento, sua razão de ser, assim como as cervejas baratas que eu já não tomo mais, mas reconheço o valor e a utilidade. Já tomei muita Brahma e ouvi muito Raça Negra pra agora ficar pagando de ser superior.
Dito isso, volto à Fafá. Há uma coleção da Universal Music, chamada “Tons”, que é uma coisa linda para qualquer colecionador. São caixas com reedições em cd de álbuns em geral já fora de catálogo, com reprodução fiel da arte original, trazendo encartes com letras, fichas técnicas e textos contextualizando cada disco. Quando vi que havia uma edição da Fafá achei que era hora de fazer as pazes com a cantora que foi ABANDONAAAAADA por mim por tanto tempo.
Fafá lançou seu primeiro disco, “Tamba-Tajá”, em 1976. A caixa traz os três trabalhos seguintes dela, “Água” (1977), “Banho de cheiro” (1978) e “Estrela radiante” (1979). Não há reedição em cd do primeiro álbum, mas é possível ouvi-lo na internet. Apesar de não ser minha maneira usual de consumir música, ouvi o disco uma vez para escrever esse texto. É bem regional, algo que já pode ser depreendido de seu título, que faz referência a uma lenda indígena. É curioso notar como nos trabalhos seguintes a cantora vai aos poucos se distanciando do repertório mais da “terra” e caminhando para a urbe. Isso fica claro já nas capas, em que partimos da cantora em meio à mata em “Tamba-tajá”, seguindo com ela em cima de uma árvore à beira-mar em “Água”, depois ainda bem brejeira mas com a vegetação apenas desfocada ao fundo em “Banho de cheiro”, para finalmente termos só o rosto da artista bem maquiado em primeiro plano em “Estrela Radiante”.




Claro que tal mudança se reflete também na escolha de repertório e nos arranjos. A cada disco vamos vendo Belém sumir do retrovisor aos poucos. Mas o lado regional não desaparece completamente. Mesmo “Estrela radiante”, o mais recente deles, traz “Pacará”, bem percussiva, que já carrega a influência indígena no título, que significa “cesto pequeno de carregar peixe ou homem pequeno” (essa tradução está impressa no encarte).
Para além das escolhas estéticas, tanto gráficas quanto artísticas, os três discos que ouvi com mais atenção me impressionaram pela maturidade e versatilidade que a artista apresentava com pouco mais de vinte anos de idade. Maturidade na segurança do canto e na escolha do repertório e versatilidade nos diversos registros que sua voz apresenta, em alguns momentos parecendo ser várias cantoras em uma. Isso fica claro já nas duas faixas que abrem o disco “Água”, a primeira, “Pauapixuna”, trazendo os versos gritados, rasgados e intensos que eu já conhecia, e a segunda, “Araguaia”, surgindo com ternura e delicadeza. Sem contar a extensão vocal que ela apresenta, à vontade tanto nos graves quanto nos agudos. Em resumo, uma máquina de cantar.
Apesar de ter ABANDONAAAAAADO o “de Belém” de seu nome artístico no decorrer da década de 1980, a verdade é que Fafá nunca deixou sua terra natal totalmente de lado. “Vermelho”, uma de suas gravações mais conhecidas, já da década de 1990, deixa isso bem claro, fazendo referência ao Festival de Parintins, famosa festa amazonense. Mas é certo que de maneira deliberada ela fez uma escolha como artista de abraçar a canção popular romântica – e diga-se de passagem foi extremamente bem sucedida nessa empreitada. Não me cabe outra coisa a não ser respeitar tal decisão, embora como ouvinte eu tenha ficado imaginando outras mil possibilidades para seu imenso talento. Inclusive me peguei pensando que ela poderia fazer um BAAAAAAITA disco de rock. Nunca é tarde, viu Fafá?
*Luiz Felipe de Carvalho é nosso COLUNIIIIIIIIIIIIIIIIIISTA musical – e do que quiser falar.
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Paddock GP #165 F1 emite alerta de colapso
Na edição do #PaddockGP desta semana, Victor Martins e os demais membros do GP comentam tudo o que rolou no final de semana do esporte a motor.
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#PaddockGP #Indy #MotoGP
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Quadro Negro #17 Rumos da Geografia na BNCC
Esta edição inicia uma série de reflexões mais específicas que o podcast visa fazer sobre as matérias dentro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir da crítica geral que fizemos no nosso sétimo episódio com Fernando Cássio.
E pra começar a reflexão, diretamente de Jardim, a capital do sudoeste sul matogrossense, conversamos com a professora e pesquisadora da UEMS, Priscilla Silva, a Pantaneira que não está no Pantanal.
Ela contribuiu de maneira certeira sobre os rumos da Geografia na BNCC. Já que a Base visa tirar a criticidade das matérias, apostilando os conhecimentos e tirando seu caráter reflexivo, Priscilla discutou como isso tem um efeito alienante tanto no ensino escolar, fundamental e médio, quanto no ensino universitário – a própria formação acadêmica sofre ataques com a reformulação da abordagem pedagógica proposta na BNCC.
Além de tudo isso, ela ainda nos brindou com uma rápida e linda explicação sobre a música Trem do Pantanal, interpretada por Almir Sater, que encerra o programa.
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Email: oquadronegropodcast@gmail.com
DICAS
Podcast Desobediência Sonora sobre Elisse Reclus
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Xadrez Verbal #192 Estreito de Ormuz
Nossa primeira parada é a nossa vizinhança latino-americana, começando no México, cujo parlamento ratificou o USMCA, o novo acordo comercial norte-americano, substituto do Nafta. Passamos pela América Central, destacando as eleições na Guatemala, onde o sucessor do atual presidente teve um desempenho pífio nas urnas. Já na América do Sul, acompanhamos a visita de Bachelet à Venezuela, demografia brasileira e a ausência de um concorrente de peso na corrida presidencial argentina.
Cruzamos o Atlântico em direção à Europa, onde um trompetista de origem romena foi eleito na eleição municipal mais curiosa da Alemanha e também várias personalidades francesas estão na mira da justiça.
Finalmente, recapitulamos a crise entre EUA e Irã na última semana, envolvendo petroleiros, reuniões em Viena, abate de drone e uma possível retaliação estadunidense.