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Fronteiras Invisíveis do Futebol #26 Chapecó

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Força Chape!

Ainda sensibilizados pela fatalidade da madrugada 29 de novembro, decidimos homenagear a Chapecoense e os habitantes da cidade, localizada no oeste de Santa Catarina. Os primeiros habitantes da região pertenciam ao tronco linguístico macro-jê, sendo denominados posteriormente de kaingangs (“moradores do mato”), dos quais muitos foram catequizados pelos jesuítas, enquanto outros foram escravizados pelos bandeirantes.

As margens do rio Chapecó, o principal afluente do Uruguai, sempre estiveram em disputa entre as populações nativas e os invasores espanhóis e portugueses. O impasse continuou no século XIX, com as independências de Argentina (1816) e Brasil (1822), além da Guerra do Paraguai (1864-70), conflito no qual alguns indígenas lutaram pelas tropas imperiais. Neste período, destaca-se a liderança de Vitorio Condá, cacique que garantiu a posse das terras que hoje formam a Aldeia que leva o seu nome – assim como o estádio – localizada a 15 quilômetros do centro da cidade, e a chegada dos primeiros imigrantes europeus.

Entre 1890 a 1895, as fronteiras entre as repúblicas argentina e brasileira foram delimitadas, destacando-se a atuação do barão do Rio Branco e arbitragem internacional do presidente estadunidense Grover Cleveland. Contudo, o munício era muito cobiçado, sendo incluído na disputa pela Guerra do Contestado (1912-16) entre Paraná e Santa Catarina.

Enquanto, sua área diminuiu ao longo das décadas, sua população seguiu crescendo graças à indústria frigorífica, base para o surgimento da Associação Chapecoense de Futebol, em 1973, fruto da fusão entre dois antigos clubes de Chapecó. Principal expoente futebolístico da região, a Chape conquistou cinco títulos estaduais (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016) antes de entrar para a história como primeira equipe catarinense a chegar em uma final continental e ser aclamada campeã.

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