Xadrez Verbal #230 Cinco Anos

Meia década atrás subíamos pela primeira vez a vossa revista semanal de política internacional em formato podcastal! Como vocês aguentaram tanto tempo?

Nesta edição redonda, fomos até a Europa, com diferentes notícias pelo velho continente, desde reestatização de companhia aérea na Itália até jornalista paquistanês assassinado na Suécia.

De lá, vamos para o Oriente Médio, com guerra no Iêmen, novo governo no Iraque e julgamento em Israel.

Finalmente, tentamos explicar tudo o que aconteceu na Venezuela nos últimos dias, com a fracassada tentativa de uma operação armada com mercenários norte-americanos.

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Fronteiras Invisíveis do Futebol #92 História de Veneza

Coloque sua máscara de Carnaval e venha conhecer a História da República de Veneza! Aproveitando a véspera da folia em 2020, vamos contar não apenas a trajetória da cidade de Veneza, mas também de toda a região que um dia foi sua.

Mais ou menos o que hoje são o Vêneto e o Friuli, duas regiões que, combinadas, são a origem de cerca de 40% dos imigrantes italianos que vieram para o Brasil. Tudo isso temperado com um pouco do esporte na região, com o solitário título italiano do Verona e uma coluna não-clubista do Ubiratan Leal!

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Xadrez Verbal #219 Luanda Leaks

Filipe Nobre Figueiredo e Matias Pinto comentam as últimas notícias do Oriente Médio, como o novo governo do Líbano e a cerimônia de lembrança das vítimas do Holocausto em Jerusalém.

A dupla também passou pela Europa, onde o governo norueguês ficou esvaziado, Luigi Di Maio pediu pra sair e as repercussões do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Finalmente, tentamos explicar a situação política em torno de Isabel dos Santos, mulher mais rica da África e filha primogênita do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, e o Luanda Leaks.

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Fronteiras Invisíveis do Futebol #88 Líbia

منتخب ليبيا لكرة القدم

Voltamos ao continente africano, para visitar a Líbia… quer dizer a Tripolitânia, Cirenaica e a Fazânia. Essas regiões que existem historicamente e, após o domínio italiano, serão fundidas no que hoje é o Estado da Líbia.

Passamos por gregos, fenícios, romanos, a expansão do Islã, a conquista otomana, a colonização italiana, as batalhadas travadas por lá na Segunda Guerra Mundial, independência e, por fim, o regime e deposição de Khaddafi…

E claro que vamos tratar do futebol local e os seus laços com a Bota, ao norte do Mediterrâneo, além da coluna de Ubiratan Leal, o Livro, sobre a mais recente campanha do país na Copa Africana de Nações, durante a última Guerra Civil, sob o comando do treinador brasileiro Marcos Paquetá!

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Xadrez Verbal #203 Parliament Payback

Giramos pela Zona do Euro, onde foi oficializado o novo governo italiano, com a formação de uma coalizão entre o 5 Estrelas e o Partido Democrático. Também falamos das eleições regionais na Alemanha e de estátuas gregas.

Cruzamos o canal da Mancha e fomos até Londres, onde Boris Johnson está pagando o preço de suspender o Parlamento britânico durante as negociações do Brexit, sofrendo derrotas e debandada de seu partido.

Também repercutimos as últimas notícias do complicado tabuleiro do Oriente Médio, do acordo nuclear com o Irã, passando pelas eleições em Israel e as possíveis compras de armas pela Turquia.

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Xadrez Verbal #202 Parliamexit

Repercutimos a 45ª cúpula do G7, em Biarritz, e de lá giramos pelos resto da Europa, onde Giuseppe Conte voltou a ser o premiê italiano, com a formação de uma coalizão entre o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático, e criticamos a polêmica e autoritária decisão de Boris Johnson de suspender o Parlamento britânico por cinco semanas, durante as negociações do Brexit.

Também demos um pião pela nossa quebra latino-americana, para falar novamente da Amazônia e da crise de relações entre Brasil e França, que sobrou até para uma marca de caneta francesa. Por fim, fomos até a Argentina, onde o governo declarou moratória de sua dívida com o Fundo Monetário Internacional e retomamos os desdobramentos do caso Itaipu.

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Xadrez Verbal #201 Amazônia

Giramos pela Europa, onde Giuseppe Conte renunciou como premiê italiano, um relatório secreto do Brexit vazou e Trump cancelou visita à Dinamarca.

Também demos um pião pela nossa quebrada latino-americana, para falar de temas políticos, como o novo ministro da economia argentino, possibilidade de impeachment no Paraguai e extradição entre Brasil e Chile.

Já no bloco principal, como não poderia deixar de ser, falamos da Amazônia. Os incêndios, as reações, as bases ideológicas, a acusação de Macron de que Bolsonaro mentiu, a postura do governo brasileiro e demais aspectos geopolíticos.

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Fronteiras Invisíveis do Futebol #77 Padânia

Voltamos ao Velho Mundo para falar de uma região que não é um país! Você já ouviu falar na Padânia? Uma criação separatista do vale do rio Pó que ganhou força no início dos anos 1990, com o então novo partido da política italiana, a Lega Nord. Isso, o mesmo partido que hoje é uma das forças dominantes da política italiana. Então, para entender esse momento atual, vamos ver as raízes históricas dessa diferença regional e como a bandeira da Lega Nord mudou com o tempo.

Vamos passar pelos itálicos, celtas gauleses, romanos, os lombardos, os francos, os germânicos, os franceses, os espanhóis, basicamente todos povos que já dominaram o norte da atual Itália, e o legado cultural deixado por cada um, além, claro, do Renascimento.

Entenda também, como a industrialização italiana criou distorções internas ao recém formado país, com um norte industrial e um sul rural, e o impacto dessa diferença na política da bota. Claro, tudo isso temperado pelo calcio e alguns campeonatos de futebol para povos que não possuem Estado!

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Xadrez Verbal #174 Grupo de Montevidéu

A crise entre Itália e França chega ao seu pior nível desde a Segunda Guerra Mundial. Palavras da porta-voz do Ministério e Relações Exteriores da França! Luigi di Maio recebeu líderes dos coletes amarelos franceses, e ainda tuitou que “o vento da mudança cruzou os Alpes”, o que pegou bem mal na França. Sobrou até para os Tartarugas Ninja. E mais algumas notícias sobre a 5ª Série E… digo Europa.

Voltamos para a Venezuela, onde Guaidó e Maduro continuam sua queda de braço, cada um com seus apoiadores internacionais, agora com um novo grupo, o de Montevidéu, que defende novas eleições via um acordo entre as partes. Além de passarmos pela América Latina, fomos aos EUA, onde Trump proferiu o tradicional discurso de State of the Union perante o Congresso, abrindo de forma oficial o ano na política do país.

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Xadrez Verbal #132 Eleições na Itália

O mundo inteiro foi pego de surpresa, menos os nossos ouvintes, com as negociações entre Pyongyang e Washington, e o aceite de Trump para se encontrar com Kim Jong-Un. Levantando a placa de “eu já sabia”, Filipe Figueiredo e Matias Pinto chegam em mais uma edição da sua revista semanal de política internacional em formato podcastal. Além dos temas com as Coreias, também passamos pela situação interna aos EUA, com a taxação do aço e a saída de mais um membro do gabinete presidencial.

De lá, cruzamos o Atlântico e fomos até a Itália, onde o Movimento Cinco Estrelas foi o partido mais votado nas eleições para o parlamento. Porém, a coalização que liderou foi a centro-destra. Quem vai poder formar o governo? Nem o presidente italiano sabe.

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Pão e chocolate

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*Por Xico Pati

Há 40 anos entrava em cartaz a obra prima do diretor Franco Bursati, Pane e cioccolata (Pão e chocolate). Ótima ocasião para relembrar a maravilhosa cena que mistura futebol e identidade nacional.

É uma das cenas mais místicas do cinema italiano. Em 1973 saia o filme Pane e Cioccolata dirigido por Franco Bursati. É a história de um imigrante italiano na Suíça, interpretado por Nino Manfredi, que almeja um visto de trabalho no país vizinho. O personagem Nino Garofalo passa por enormes dificuldades, chegando a dormir num galinheiro amontoado a outros compatriotas.

Nino é demitido de todos os seus empregos e passa por várias situações constrangedoras por conta de sua origem. Com o objetivo de escapar dessa situação, ele decide pintar o cabelo de loiro para ficar parecido com um local e assim se integrar naquela sociedade hostil. Ai surge a cena antológica onde Nino entra num bar repleto de suíços e alemães (Assista ao vídeo abaixo). Na televisão passa o jogo entre Itália e Inglaterra. Evidentemente todos os suíços torciam para a Inglaterra e vaiavam os italianos. Para não gerar qualquer tipo de desconfiança, Nino é obrigado a fingir que está torcendo para o English Team, vaiando e xingando a sua Azzurra.

Porém, no segundo tempo, quando a Itália já vencia por 1 x 0, Fabio Capello aumentou a vantagem para a Nazionale. Overdose de emoção na cabeça de Nino, o qual se segurou durante todo o primeiro tempo. De repente, quando a TV mostrou as bandeiras tricolores se agitarem no estádio, ele surtou e começou a gritar: Gol! Gol! Gol!. Só se ouvia os seus gritos ecoando no bar. Diante do olhar de desaprovação dos suíços, ele desabafa: “Sim! Eu sou italiano! E ai?

Incomoda? Gooooooooooooooool!” A cena termina com Nino indo se olhar no espelho depois de ter discutido com um dos clientes. Após olhar fixamente o ridículo tingimento no cabelo, ele bate a cabeça contra o espelho num gesto desesperado de vergonha por ter traído a sua origem.

Esta cena foi muito comentada em toda Itália, por escritores, cineastas, jogadores e sociólogos, porque ela explica um monte de coisas ao mesmo tempo. Ela demonstra o complexo de inferioridade que os imigrantes italianos sentiam durante anos no estrangeiro, seja na Inglaterra, na França, na Alemanha ou na Suíça. No futebol, esse complexo desapareceu no dia 14 de novembro de 1973, no dia em que os Azzurri foram jogar contra a Inglaterra em Wembley.

Nunca, na história, a Itália, apesar do bicampeonato mundial, havia vencido os ingleses na terra da Rainha. Mas o gol de Fabio Capello, no final do segundo tempo, mudou essa história. O gol começa com um lance de Giorgio Chinaglia (imigrante no Pais de Gales desde os seis anos de idade) que dribla e chuta pro gol. O goleiro rebate e sobra para Capello marcar o segundo e último gol da lendária vitória italiana.

http://https://www.youtube.com/watch?v=3oRX7-AiT2E

Vários imigrantes italianos estavam neste dia em Wembley. Para eles, muitas vezes tratados como simples garçom de bar pelos ingleses, foi uma libertação. Uma alegria imensa que vai além de uma simples revanche sobre a suposta superioridade futebolística britânica.

“Eu pensei na hora neste resultado histórico, mas sobretudo em todos os italianos no exterior. Para eles, é uma espécie de revanche (“riscattto” em italiano). Esse gol foi o mais importante da minha carreira por conta disso tudo”, comentou Fabio Capello em uma entrevista a RAI.

A cena do bar, o gol em Wembley e esta vitória histórica, Fabio Capello assim explicou: “Nos anos 70, a Itália não era uma potencia mundial, mas um país pobre. Os italianos no estrangeiro não eram respeitados e não tinham grande importância. A cena do filme Pane e Ciocolata corroborou com o que eu pensei na hora que marquei o segundo gol. Era um presente para todos italianos no mundo. Era uma resposta para o complexo de inferioridade”.

O famoso jornalista Gianni Brera explicava que em campo os italianos se sentiam inferiores fisicamente, pois corriam sempre menos que os seus adversários. “Eram menores que os alemães e os ingleses. Eram grandes e fortes”.

Uma ligação direta com a escolha de Nino em pintar o cabelo de loiro, antes que ele desse conta que o amor pela sua pátria e o orgulho de ser italiano eram mais fortes que uma simples cor de cabelo.

Fonte: So.foot

 

*Xico Pati é descendente de italianos e idealizador da Central3

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Termina a primeira temporada do Prato Feito

Era dia de semifinal de Copa do Brasil e, também, data cabalística para os fãs da trilogia De Volta Para O Futuro. Poderia ter encontrado Conrado Giulietti na porta do Maracanã, mas o encontrei na fila da pipoca no cinema que passaria, em sequência, os três clássicos de Robert Zemeckis. Eu estava fugindo da angústia de assistir ao complicado jogo pela claustrofóbica TV, e suspeito que ele também. Seja como for, esta foi a primeira vez que conversamos sobre amenidades e coisas da profissão. E foi também a noite em que não disse “se pensar em fazer podcast um dia, não faça nada sem falar comigo antes”.

Não precisei dizer. Meses depois, o Conka trouxe para a C3 sua ideia de podcast pessoal, e desde sempre achei muito legal o seu propósito com o dito cujo: Prato Feito nasceu em 2016 para documentar histórias, ou seja, para ser ouvido daqui dez, quinze, trinta anos. Um programa de memórias que celebrou, em bom tom, amizades e experiências. Nada muito fervente, tudo muito agradável.

Nesta segunda-feira a primeira temporada do Prato Feito acabou. São dez edições temáticas com seus convidados e músicas personalizadas, e a próxima temporada chegará em breve. Enquanto isso, se não ouviu or programas todos, confira com a gente no replay:

O Programa 1 falou da paixão do Conka (e nossa): o rádio.

Londres, onde Conka morou, foi o tema do podcast número 2.

O Rio de Janeiro, olímpico e belo, ocupou a terceira edição do PF.

No programa 4, papo divertido sobre o backstage do mundo da música.

Mudanças: eis o tema mais existencial e reflexivo da primeira temporada.

O Prato Feito número 6? Estados Unidos da América. De todos os ângulos.

Música ao vivo e música como alimento da alma: eis o programa sete.

Com sotaque e afeto, o podcast 8 falou de Minas Gerais com tudo que tem direito.

Outro destino para Conka: a Itália foi o tema do Prato Feito número nove.

Fechando a temporada, papo com e sobre narradores, estes condutores de emoção.

 

 

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