O Som das Torcidas #157 Religiões

Como bem definiu o historiador anglo-egípcio Eric Hobsbawm, o futebol é “quase uma religião leiga” do proletariado. Portanto, visitamos dez arquibancadas nas quais ecoam cânticos que expressam a religiosidade dos seus fiéis!

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O Som das Torcidas #145 Política

Voto Latino!

O futebol como espelho da sociedade reflete o processo democrático – e também a falta dele – como veremos em dez arquibancadas que se inspiram em jingles políticos, fazem campanha para candidatos ou protestam contra os governantes!

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Cada um com sua agonia

Da euforia à debacle, do hexa que serve de pilar da reconstrução da pátria de chuteiras a uma campanha fadada ao esquecimento. De campeão de tudo a condenado, de clube modelo a mais uma instituição da massa engolida pela mesquinharia da velha-nova cartolagem.

Foi nesse cenário que Corinthians e Internacional voltaram a ver as caras em mais uma boa história desta rivalidade recente. No íntimo, a torcida alvinegra já não aguenta mais seu próprio time, não se identifica com nenhum dos jogadores e encontra-se tragada por uma diretoria que remonta aos estertores do dualibismo.

Falando nessa maldita era, estamos diante de uma boa reprodução da campanha de 2006, que preparou o terreno para o desastre que dispensa comentários. A tarja de capitão no braço de Vilson não me deixa mentir. O segundo turno marcado pela autossabotagem de uma campanha que vinha digníssima, permitida por uma diretoria incapaz de conter qualquer investida do mercado (ou de seus achegados) me fez, definitivamente, por em xeque a validade de continuar a frequentar uma casa que insiste em não ser nossa.

Além do clube largado, vemos uma reedição de “choques de ordem”, cuja finalidade, muito claramente, é levar o apartheid social e o consumismo cego para os estádios. É praticamente a última fronteira de nossas fraturas históricas, já superada até em carnaval de rua, admirável ousadia dessa gente de bem. A Copa foi o laboratório e seu legado de palácios de mármore está aí para ser usado.

Assim, voltamos a insossos anos, quando tudo era proibido e as médias de público ainda mais baixas. Já tendo pagado inúmeras entradas para este filme tão sórdido como infrutífero, lamento, mas não vou ficar para ver mais uma temporada onde tudo o que nos fez amar o futebol e a arquibancada desde cedo está criminalizado. Pior: uma criminalização apoiada por parte da torcida – ou nova torcida.

Ontem mesmo, apesar de a sanha em rebaixar o rival gaúcho aquecer alguns corações, voltamos a ver a trágica cena em que o torcedor do clube se levanta contra outro torcedor do clube por equiparar a fumaça de um sinalizador à ameaça nuclear norte-coreana e, dessa forma, entregá-lo aos homens da lei e da ordem.

Isso pra não falar da interdição do setor norte, a nova modalidade de “luta de classes” que os donos do futebol profissional engendraram. Afinal, tirar mando de campo de quem abraçou as arenas e sua farsa econômica, pra fazer jogo em Araraquara com 7 mil pagantes, é ato de autossabotagem já detectado pelo “sistema” – basta observar como rapidamente se voltou atrás na retirada do mando de campo do Grêmio, sob vigoroso apoio de quem tanto inflou egos de auditores e advogados.

Agora, e podemos ver pelo tom desavergonhado de alguns “dateninhas” da mídia esportiva, a luta contra essa entidade espectral denominada torcedor organizado trava-se sem cerimônias, dia e noite.

O problema é que, antes de proteger a família, como alegam, estão apenas excluindo aquele que paga menos. A família que paga menos também foi chutada pra fora do estádio – nem vamos tratar do nível desse tipo de discurso, infantil e falacioso, e seus frutos históricos.

Fato objetivo é que com a setorização dos novos estádios (sic) ficou fácil predeterminar quem entra e quem fica fora e, assim, logo alteraram o código desportivo para permitir uma acomodação que interessa a todos (eles).

Como pequena mostra da seletividade da “crítica civilizatória”, vimos sumir do noticiário a morte do cruzeirense após mal contada refrega com seguranças do Mineirão (ou Minas Arena), assim como será abafada a tenebrosa canção de troça ao finado Fernandão, ontem.

Feito o parêntese, estava eu lá, na divisória com a torcida que também vê de perto o que é ser limada por uma gente deslumbrada que pisa na sua alma em nome dos “compromissos da modernidade” e seus imperativos econômicos (claro que agora há um refluxo, pois à beira da segunda divisão todos aqueles demônios postos para fora da nova e lustrosa casa são imediatamente convocados a salvar o clube daquela que será a mãe de todas as desgraças).

Deu pena do Colorado. Trata-se de time tão desmoralizado que nem o pênalti digno de uma edição de luxo do famoso do DVD foi contestado pelos desolados atletas.

Após uma retranca que beirou o ridículo, por respeitar um time capaz de tomar o gol que tomou do Figueirense aos 48 do segundo tempo, o Inter lançou a campo um trio que poderia recolocar o alvinegro no prumo. Seijas, Nico López e Valdivia entraram para tentar evitar o pior – e poderiam entrar desde o começo se quiserem uns ares novos em São Paulo. Pra não falar de Alex, de bons serviços conhecidos nos dois lados, que nem do banco saiu.

Parece que Lisca não traz nenhuma ideia muito animadora frente ao tétrico antecessor e, pelo apresentado ontem, os colorados têm tudo pra amargar o fim dos tempos da valsa da mais traumática maneira.

Ao vencedor, que fique sem as batatas. Valeu pelo sabor da rivalidade recém-estabelecida. Mas entre voltar a uma Libertadores com o grande rival na crista e Osvaldo no banco, ou diminuir a carga de estresse e fazer um balanço antes que seja novamente tarde, fico com a segunda opção. E no sofá de casa. Deu pra mim.

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Saudades do Municipal

Após um final de semana dedicado à Portuguesa e o seu Canindé, nesta terça chegamos à Praça Charles Miller – homenagem ao “pai” do futebol paulistano, segundo a História Oficial – em frente ao Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho; “o seu, o meu, o nosso, Pacaeeeeembuuuuu” para trocar uma ideia com a corintiana Leonor Macedo – acompanhada do seu filho – que comentou sobre as três fases de cantos da Fiel, na sua visão, além de temas delicados como machismo e palavrão nas arquibancadas.

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O próximo convidado da tarde era o animado Celso Unzelte, cuja entrevista foi transferida da arquibancada do Paca para o Auditório do Museu do Futebol, por motivos climáticos. Muita cantoria e bom humor marcaram o papo com o atual editor da Placarque contou sua trajetória acompanhando o Timão como torcedor e jornalista.

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Com o cair do sol foi a vez de entrevistar o designer e palmeirense Gustavo Piqueira, afinal o estádio fundado em 1940 é casa de todas as torcidas de São Paulo. O autor de Coadjuvantes falou sobre “torcida que canta e vibra” principalmente na década de 1980, período em que o Palmeiras é tratado no seu livro de maneira bastante afetiva.

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Durante a prosa com Piqueira, um senhor estacionou o carro próximo do local onde estávamos gravando, saiu do automóvel e fumou um cigarro enquanto observava nossa equipe em ação. Entre uma baforada e outra, diante da fachada art déco do Municipal, o motorista deve ter lembrado dos grandes momentos vividos naquela cancha, que devido ao atual momento do futebol da cidade recebeu apenas sete partidas de futebol no ano corrente, clamando por mais 90 minutos de bola rolando.

Piqueira

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Os segredos do corinthiano do placar

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Por Walter Falceta*

A “culpa” é do imigrante japonês Tomio, que veio tentar a sorte nas terras do norte do Paraná. Trabalhava lá suas 14 horas por dia. Quando sobrava algum tempo para o descanso, corria ao radinho ouvir notícias sobre o futebol.

Depois das campanhas fantásticas da década de 1950, apaixonou-se pelo Corinthians. Ao filho Émerson Heidi Yto, nascido em Marialva, deu dois presentes. O primeiro: condições para que estudasse e se graduasse em Engenharia Eletrônica, na Universidade Mackenzie. O segundo: o amor pelo clube que unia as raças, credos e classes sociais.

Em 1979, Yto adorou quando obteve colocação na Digitalmatic, dos irmãos cearenses Cordeiro Araújo, empresa especializada na instalação e manutenção de placares eletrônicos em estádios.

Além de trabalhar em sua área, imaginou que poderia assistir a bons jogos de futebol, alguns do seu time do coração. Funcionário disciplinado, assíduo e tecnicamente capaz, ganhou a função de operador dos placares nos jogos em São Paulo.

Assim, passaria anos “marcando gols” a partir das cabines do Pacaembu e do Morumbi. No estádio tricolor, foram 28 anos de serviços, até que o equipamento foi substituído por um novo, em 2008. Foram muitas emoções, uma sucessão enorme de tristezas e alegrias.

Um dia, no entanto, Yto deixou de ser coadjuvante anônimo do espetáculo para converter-se em protagonista.

Contemos a história. Em 1984, ano da luta pelas Diretas-Já, o Flamengo tinha ainda um timaço, com craque do naipe de Fillol, Leandro, Junior, Nunes, Adílio e Bebeto.

Nas quartas de final, foi bater-se contra o então bicampeão paulista, o Corinthians democrático de Sócrates, Casagrande, Wladimir e Zenon.

O primeiro jogo ocorreu no Rio, em 29 de Abril, e os cariocas botaram 98.656 pessoas no Maracanã. Com gols de Élder e Bebeto, os rubronegros saíram em êxtase do estádio, celebrando antecipadamente a classificação. A conduta celebrativa foi seguida pelos jornais da Cidade Maravilhosa.

A imprensa esperava uma torcida corinthiana conformada com a desclassificação. No entanto, 115.002 pessoas se reuniram no Morumbi para assistir à revanche.

Jogo de altíssimo nível, desde o primeiro minuto. Bebeto perde um gol claro no início do espetáculo. Disputa dura, sempre na bola. Até que, aos 32 minutos, Zenon lança para Biro-Biro. Este aproveita-se de falha de Figueiredo e manda para as redes.

O técnico corinthiano Jorge Vieira não queria ver comemorações. “Ainda precisamos tirar a diferença no placar agregado”, berrava. Cinco minutos depois, o raçudo Wladimir rouba uma bola no meio de campo. Ela vai a Biro-Biro, Sócrates e Eduardo, antes de retornar ao próprio Wladimir, que decreta o segundo gol mosqueteiro.

O segundo tempo começa quente. Aos 7 minutos, o voluntarioso Edson municia Sócrates, que passa a Zenon. Este, em jogada de gênio, toca por cima da defesa flamenguista e encontra o mesmo Edson, que arremata para o gol. Três a zero.

Aos 14 minutos, outra jogada para tapar a boca dos críticos. Quem disse que Sócrates não corria? Ele avança como um bólido pela direita da defesa para receber o lançamento de Edson. Domina a bola com maestria e serve na medida para Ataliba mandar o petardo e estufar a rede do adversário.

Sete minutos depois, no entanto, o aguerrido Flamengo marcou seu gol, em uma bola dividida de Paulinho que encobriu o goleiro Carlos. Jorge Vieira parecia prestes a sofrer um ataque cardíaco.

Nunes, incansável, tentava marcar o seu. Em uma bola no ataque corinthiano, o goleiro Fillol – jogando contundido, com uma proteção no joelho esquerdo – antecipa-se a Casagrande, atravessa a linha divisória do gramado e serve a João Paulo, que cruza sobre a área. Juninho, pelo Corinthians, salta de cabeça e mata a jogada.

O jogo é tenso até o último minuto. Poucos corinthianos se atrevem a cantar o “está chegando a hora”. Quando a vitória é irreversível, no entanto, o homem do placar, o paranaense Yto resolve responder à arrogância dos cronistas e torcedores cariocas, que durante a semana deram a vaga como garantida.

No placar, com fino humor, exibe os horários dos voos da ponte-aérea para o Rio de Janeiro. A princípio, poucos compreendem o chiste. Pouco depois, Yto programa em seu primitivo computador Digital PDP111 a mensagem final, que brilha em luzinhas amareladas: “Boa Viagem”.

A diretoria do Flamengo ficou bronqueada e o árbitro da partida, Arnaldo César Coelho escandalizou-se. Citou os fatos em seu relatório da partida e exigiu que atitudes como aquela fossem coibidas no futuro. “Os responsáveis receberam advertência e o fato não mais se repetiu”, bazofiou-se, tempos depois, o árbitro.

Evidentemente, a bronca correu os corredores da cartolagem e foi desaguar pesada sobre o tímido corinthiano do placar. Yto, no entanto, não se deu por vencido. Naquele período de insurgências, crepúsculo da Ditadura, usou o placar para divulgar uma nova mensagem. No jogo contra o Fluminense, na semana seguinte, a massa de 90 mil pessoas viu uma tesourinha brilhar no placar do Morumbi. Era o delicado protesto contra a censura.

Hoje, aos 58 anos, casado, pai de uma filha de 20 anos, Yto ainda lida com os antigos placares eletrônicos, alguns deles desmembrados e enviados para estádios menores, como o Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, e o Edson Passos (Giulite Coutinho), no Rio de Janeiro. Nunca pisou na nova arena corinthiana, em Itaquera.

“Os placares da velha geração são testemunhas de um tempo que se foi no Brasil, de futebol bonito, técnico e de muita torcida nos estádios”, relembra Yto, nostálgico. “Esses registros não se apagam e lá estão as conquistas do nosso querido Corinthians”.

Walter Falceta é jornalista, formado pela PUC-SP. Trabalhou muitos anos em Veja, Estadão, O Globo, entre outros veículos. Hoje, é consultor em comunicação corporativa e produção editorial. É filho e neto de corinthianos e pesquisador da história do Corinthians.

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A Tragédia de Superga

Semana que vem o famigerado desastre aéreo do Gran Torino vai completar 66 anos. Resolvi republicar um post meu, do Blog do Birner, para relembrar o triste fim de um time que encantou o mundo e que até hoje marca a memória dos tifosi do time grená.

No dia 4 de maio de 1949, às 17 horas e 05 minutos, sob forte nevoeiro, o avião FIAT G212 da companhia italiana Aeritalia chocou-se contra a fachada da basílica que domina a colina de Superga, situada nos arredores de Turim.

O avião transportava a equipe e toda comissão técnica do glorioso Torino ( 31 pessoas).

Também faleceram, além de toda a delegação do clube piemontês, jornalistas esportivos e dirigentes do Torino.

O acidente ficou conhecido como a “Tragédia de Superga”.

O time grená estava voltando de Lisboa onde participara do amistoso contra o Benfica, em homenagem ao jogador português Francisco Ferreira.

A noticia do desastre repercutiu rapidamente em toda a Bota.

Vittorio Pozzo, treinador da Azzurra, vencedor das copas de 1934 e 1938, teve a dura missão de reconhecer os corpos daqueles que foram chamados “i caduti di Superga”.

500.000 pessoas acompanharam o cortejo que teve inicio na Piazza Castello e percorreu as principais ruas de Turim.

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Não foi apenas o trauma de uma tragédia envolvendo celebridades que caracterizou o luto da capital piemontesa e de toda Itália, mas o súbito e inesperado desaparecimento do time símbolo de uma época,  detentor de recordes impressionantes.

Fundado em 1906, o Torino conheceu suas primeiras glórias com a conquista de dois campeonatos italianos, um em 1927, título esse retirado por denúncia de corrupção (mais adiante irei abordar esse caso em outro post) e outro em 1928.

Entretanto, foi o pequeno industrial piemontês Ferruccio Novo, eleito presidente em 1939, que construiu o “Grande Torino”, graças as contratações do centroavante do rival Juventus, Gabetto e dos dois craques do Venezia, Mazzola e Liok.

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O Torino ganhou o titulo de 1943, e já no pós guerra, conquistou quatro scudetticonsecutivos, de 1946 a 1949, sendo que esse último lhe foi entregue como título póstumo.

Durante esse período, o Torino dominou o futebol italiano e seus principais rivais, Juventus e  Inter.

A equipe de Turim terminou a temporada de 1946-1947 com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado, Na temporada anterior, a diferença foi de 16 pontos.

Seu jogo ofensivo ia de encontro com a tradição do futebol italiano (naquela época já defensivo), iniciada pela Juventus, já no início dos anos 30. Os jogadores do Torino adoravam placares dilatados como, por exemplo, a goleada histórica sobre a Roma, 7 a 1, fora de casa e o 5 a 0 contra a Inter, durante a temporada 1947-1948.

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Embarque para o Brasil em 1948

Todo esse sucesso estava inscrito dentro de um contexto histórico difícil, que era o da reconstrução de uma Itália derrotada, deuma cidade que padeceu com os bombardeios aliados e vivenciou as atrocidades da ocupação nazista.

As conquistas do Torino e seus recordes ajudavam a esquecer, de certo modo, as dificuldades do momento e os horrores de um passado recente e alvitrava uma imagem otimista sobre o futuro da Itália.

Os sucessos do Grande Torino reforçavam junto aos operários da capital piemontesa a áurea granata (grená) de uma equipe que lhes permitiam, duas vezes ao ano, se vingar do time do patrão: a Juventus da Fiat.

Logo após a tragédia, os cadutti foram homenageados em todo planeta.

A FIFA ordenou um minuto de silencio nos campos de futebol do todo mundo.

Na Argentina, o River Plate fez alguns jogos em beneficio às viúvas e órfãos das vitimas do desastre.

No Brasil, não foi diferente, como ilustrou, com propriedade, Antonio Roque Citadini em seu site: “Em 8 de maio, no Estádio do Pacaembu, o Corinthians jogou com a Portuguesa e a renda foi destinada às famílias dos jogadores vítimas da tragédia. O Pacaembu lotado refletia a solidariedade dos paulistanos. O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Sr. Maximiliano Ximenes, fez um discurso que provocou lágrimas na platéia. Na fila olímpica formada pelos atletas uma novidade que elevou a tensão no estádio: os jogadores do Corinthians vestiam o uniforme grená do Torino”.

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As glórias:

5 títulos italianos 42/43, 45/46, 46/47, 47/48 e 48/49.

Pontuação máxima na tabela 65 pontos (1947/48)

Vitória em casa com maior placar 10-0 Alessandria (1947/48)

Vitória fora de casa com maior placar 7-0 Roma (1945/46)

Vitórias em casa 19 – 20 (1947/48)

Números de pontos conquistados em casa 39 de 40 (1947/48)

Número de gols marcados 125 (1947/48)

Recorde de jogadores na seleção italiana – 10 jogadores 11/05/47 Italia-Hungria 3-2

Turnê no Brasil em 1948:

18/07/1948 – ESTÁDIO DO PACAEMBU
TORINO 1 X 1 PALMEIRAS
Arbitro: Ermano Silvano (Italia). Publico: 40.872
Gols: Gabetto 29? (T), Lula 43? (P).

Torino: Bacigalupo, Ballarin, Tomà, Grezar, Rigamonti, Martelli, Menti, Loik, ( 65? Martelli), Gabetto, Mazzola, Ossola. Técnico: Mario Sperone.

Palmeiras: Oberdan, Caieira, Turcão, Og.Moreira, Túlio, Waldemar Fiúme, Lula, Arturzinho, Bóvio, Lima ( 61? Oswaldinho), Canhotinho. Técnico: Cláudio Cardoso.

21/07/1948 – ESTÁDIO DO PACAEMBU
TORINO 1 X 2 CORINTHIANS
Arbitro: Ermanno Silvano (Italia). Publico: 45.946
Gols: Baltazar 43? (C), Colombo 71? (C), Gabetto 81?(T).

Torino: Bacigalupo ( 43? Piani), Ballarin, Tomá, Martelli, Rigamonti, Castigliano (Grezar), Menti, Loik, Gabetto, Mazzola, Ferraris. Técnico: Mario Sperone.

Corinthians: Bino, Rubens, Belacosa, Palmer, Hélio, Newton, Cláudio, Baltazar, Severo ( 65? Edélcio), Ruy, Colombo. Tecnico: Jorge Gomes de Lima.

25/07/1948- ESTÁDIO DO PACAEMBU
TORINO 4 X 1 PORTUGUESA
Arbitro: Alberto da Gama Malcher (Brasil). Publico: 30.000
Gols: Mazzola 16? (T), Pinguinha 42? (P), Gabetto 59?, 81? (T), Castigliano 61? (T)

Torino: Bacigalupo, Ballarin, Tomá, Martelli, Rigamonti (Rosetta), Castigliano (Grezar), Menti, Loik (Castigliano), Gabetto, Mazzola, Ossola. Tecnico: Mario Sperone.

Portuguesa: Caxambu, Lorico e Nino (Sapolinho), Luizinho, Silveira, Helio, Renato, Pinguinha, Nininho, Pinga, Teixeirinha (Djalma). Técnico: Conrado Ross.

28/07/1948 – ESTÁDIO DO PACAEMBU
TORINO 2 X 2 SÃO PAULO
Arbitro: Mario Gardelli (Italia). Publico: 42.500
Gols: Gabetto 11? (T), Ponce de Leon 15? (S), Menti 33? (T), Lelé 57? (S).

Torino: Bacigalupo, Ballarin, Tomá, Martelli, Rigamonti ( 52? Roseta), Grezar, Menti II, Castigliano ( 56? Piani), Gabetto, Mazzola, Ossola. Técnico: Mario Sperone.

Sao Paulo: Mario, Saverio, Mauro, Rui, Bauer, Noronha, Antoninho, Ponce de Leon ( 56? Lelé), Leonidas, Remo, Teixeirinha. Técnico: Vicente Feola.

Fontes: Archivio Toro e www.ilgrandetorino.net

 

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